Paula Iarossi

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Paula Iarossi Dra. Paula Iarossi - Saúde Mental Itapeva
👩🏻‍⚕️ MÉDICA - CRM/SP 191876
🧠 Cuidados com a mente!
📍 Itapeva (SP) e on-line

Talvez você tenha adiado uma consulta porque não sabe explicar exatamente o que está acontecendo. Mas essa não é uma pro...
13/10/2026

Talvez você tenha adiado uma consulta porque não sabe explicar exatamente o que está acontecendo. Mas essa não é uma prova para a qual você precisa estudar antes. Você pode chegar dizendo: “Eu só sei que não estou como antes.” A partir daí, uma avaliação médica em saúde mental considera sintomas, duração, intensidade, rotina, sono, comportamento, histórico clínico, uso de medicamentos, contexto de vida e outros aspectos relevantes. O objetivo não é encaixar rapidamente alguém em um rótulo. É compreender o quadro e avaliar qual caminho de cuidado faz sentido. Você não precisa chegar sabendo o nome do que sente para começar a cuidar.

Dra. Paula Iarossi
Médica | CRM/SP 191876

Proteger uma criança não signif**a impedir que ela fique triste, frustrada, decepcionada ou irritada. Essas emoções tamb...
12/10/2026

Proteger uma criança não signif**a impedir que ela fique triste, frustrada, decepcionada ou irritada. Essas emoções também fazem parte do desenvolvimento.

Quando os adultos tentam eliminar qualquer desconforto, mudam uma regra porque a criança chorou, resolvem imediatamente todos os conflitos ou evitam qualquer situação frustrante, podem perder oportunidades importantes de ajudá-la a compreender e atravessar emoções difíceis.

Acolher é diferente de impedir que a criança sinta. Podemos dizer: “Eu sei que você ficou triste porque não conseguiu” sem transformar isso em “então vou fazer por você”.

Saúde mental infantil também é construída quando a criança encontra adultos disponíveis para ajudá-la a entender aquilo que sente.

Neste Dia das Crianças, talvez um presente importante seja justamente este: um lugar seguro para sentir, inclusive aquilo que não é gostoso sentir.

Você deita porque o corpo está cansado. Mas a cabeça entende que ainda existe trabalho a fazer. Repassa a conversa de ho...
08/10/2026

Você deita porque o corpo está cansado. Mas a cabeça entende que ainda existe trabalho a fazer. Repassa a conversa de hoje. Antecipa a de amanhã. Lembra de uma pendência. Confere o horário. Faz a conta de quantas horas ainda consegue dormir. Pega o celular “só por alguns minutos”. E dormir começa a virar mais uma tarefa que precisa dar certo.

Dificuldades persistentes para iniciar ou manter o sono podem ter diferentes causas e merecem avaliação. Ansiedade e outros problemas de saúde mental podem estar relacionados ao sono, mas nem toda insônia signif**a transtorno mental.

Quando dormir mal deixa de ser episódico e começa a afetar disposição, concentração, humor e funcionamento durante o dia, não vale simplesmente normalizar.

Seu sono também conta uma parte da história da sua saúde.

Dra. Paula Iarossi
Médica | CRM/SP 191876

Algumas escolhas não aparecem em uma urna. Aparecem na forma como você decide cuidar de si.Na decisão de continuar dizen...
06/10/2026

Algumas escolhas não aparecem em uma urna. Aparecem na forma como você decide cuidar de si.

Na decisão de continuar dizendo “depois eu vejo isso” ou admitir que alguma coisa mudou. Na diferença entre passar meses tentando encontrar sozinho uma explicação para o que sente e levar essa história para uma consulta. Na escolha de não transformar o diagnóstico de outra pessoa no seu. De não ajustar medicação por conta própria. De não esperar uma crise para considerar que talvez seja hora de conversar com um profissional.

Saúde mental raramente cabe em respostas prontas porque pessoas também não cabem. Por trás de uma mesma queixa podem existir histórias, contextos e necessidades completamente diferentes. É justamente por isso que uma avaliação médica não começa procurando um rótulo: começa entendendo quem é a pessoa que está sentindo aquilo, há quanto tempo, com que intensidade e o que mudou na vida dela.

No fim, talvez essa seja a escolha mais importante deste carrossel: não decidir sozinho o que aquilo que você sente signif**a.

Se alguma coisa mudou e permanece diferente, pode ser hora de levar essa conversa para o consultório.

Dra. Paula Iarossi
Médica | CRM/SP 191876

O diagnóstico de câncer não muda apenas exames, consultas e tratamentos. Ele pode mudar a forma como a pessoa pensa no f...
02/10/2026

O diagnóstico de câncer não muda apenas exames, consultas e tratamentos. Ele pode mudar a forma como a pessoa pensa no futuro, se relaciona com o próprio corpo, dorme, trabalha, convive com a família e percebe a própria vida.

Durante o tratamento oncológico, medo, ansiedade, tristeza, irritabilidade, alterações no sono e preocupação com a evolução da doença ou com uma possível recidiva podem fazer parte dessa experiência.
E existe um ponto importante: acolher essas emoções não signif**a simplesmente dizer que “é normal sentir tudo isso” e esperar passar.

Quando o sofrimento se torna intenso, persistente ou começa a comprometer o sono, a alimentação, os relacionamentos, a rotina ou a capacidade de seguir o próprio tratamento, a saúde mental também precisa ser avaliada e cuidada.

O acompanhamento médico em saúde mental pode ajudar a compreender o que está acontecendo, avaliar sintomas e, quando necessário, estabelecer uma estratégia de cuidado adequada àquele paciente e ao momento do tratamento, sempre em diálogo com a equipe responsável pelo câncer.

Neste Outubro Rosa, precisamos lembrar que cuidado oncológico também envolve olhar para a pessoa que existe além do diagnóstico. Você não precisa esperar o sofrimento emocional chegar ao limite para procurar ajuda.

Dra. Paula Iarossi
Médica | CRM/SP 191876

“É a idade.”Essa frase pode explicar algumas mudanças do envelhecimento. Mas também pode fazer com que sinais importante...
01/10/2026

“É a idade.”

Essa frase pode explicar algumas mudanças do envelhecimento. Mas também pode fazer com que sinais importantes sejam normalizados por tempo demais.

Um idoso que deixou de querer sair de casa.
Que perdeu o interesse pelas coisas de que gostava.
Que começou a dormir muito ou quase não dorme.
Que vive dizendo que “não quer dar trabalho”.
Que ficou mais irritado ou retraído.
Que passou a falar como se já não tivesse muita importância para a família.

Nem sempre isso é simplesmente envelhecer. Depressão não é uma consequência natural da velhice. Ansiedade não precisa ser aceita como parte da idade. E sofrimento emocional não deixa de merecer cuidado porque alguém chegou aos 60, 70, 80 ou 90 anos.

Há ainda outro ponto importante: na terceira idade, mudanças emocionais, cognitivas, efeitos de medicamentos e diferentes condições clínicas podem se manifestar de maneiras que exigem uma avaliação cuidadosa. Por isso, não é adequado tentar concluir sozinho o que determinado comportamento signif**a.

Talvez cuidar de quem envelhece também seja trocar uma pergunta. Em vez de apenas: “Isso é normal para a idade?” perguntar: “Isso sempre foi assim ou alguma coisa mudou?”

Neste Dia do Idoso, f**a um lembrete que deveria valer o ano inteiro: Envelhecer muda muita coisa. Mas não transforma sofrimento em normalidade.

Dra. Paula Iarossi
Médica | CRM/SP 191876

“Respira fundo.”Quem convive com ansiedade provavelmente já ouviu esse conselho. E não, ele não está necessariamente err...
30/09/2026

“Respira fundo.”

Quem convive com ansiedade provavelmente já ouviu esse conselho. E não, ele não está necessariamente errado. Técnicas de respiração podem ajudar a reduzir a ativação fisiológica em determinados momentos.
Mas ansiedade não se resume a uma respiração acelerada. Não é só respirar quando você vive em estado de alerta, antecipa conversas que nem aconteceram, descansa e continua tensa ou transforma um simples “depois a gente conversa” em 15 cenários diferentes na cabeça.

Também não é só “pensar positivo”.
Você pode saber racionalmente que provavelmente vai f**ar tudo bem e, ainda assim, sentir o coração acelerar, o corpo tensionar e a mente procurando alguma coisa que possa dar errado. A ansiedade também se manifesta no corpo. E evitar tudo aquilo que provoca ansiedade nem sempre resolve.

Quando você começa a organizar a vida para não sentir desconforto, pode deixar de dirigir, sair sozinha, participar de determinadas situações, aceitar oportunidades ou fazer coisas que antes faziam parte da sua rotina. Aos poucos, não é necessariamente a ansiedade que f**a menor. Pode ser a sua vida que começa a f**ar.

Respiração, atividade física, sono e outras estratégias podem fazer parte do cuidado. Mas quando a ansiedade se torna frequente, intensa ou começa a interferir na rotina, nos relacionamentos e na qualidade de vida, é importante entender o que está acontecendo e buscar avaliação profissional.

O objetivo não é passar o dia tentando controlar a ansiedade. É evitar que ela passe a controlar o seu dia.

Dra. Paula Iarossi
Médica | CRM/SP 191876

Sou médica pós-graduada em Psiquiatria. Atendo crianças, adolescentes, adultos e idosos em Itapeva (SP), com acompanhame...
28/09/2026

Sou médica pós-graduada em Psiquiatria. Atendo crianças, adolescentes, adultos e idosos em Itapeva (SP), com acompanhamento individualizado para cada fase da vida.

Meu trabalho envolve avaliação e acompanhamento de questões relacionadas à ansiedade, depressão, TOC, alterações de humor, sono, comportamento e outros transtornos mentais, sempre considerando a história, os sintomas e as necessidades de cada paciente.

Um espaço para falar sobre a mente com informação clara, responsável e acolhedora, sem banalizar sintomas, reduzir pessoas a diagnósticos ou oferecer promessas fáceis.

Dra. Paula Iarossi
Médica | CRM/SP 191876

Às vezes, o que você vê é só a parte mais visível de algo muito maior. Você vê alguém se afastando e chama de falta de i...
25/09/2026

Às vezes, o que você vê é só a parte mais visível de algo muito maior.

Você vê alguém se afastando e chama de falta de interesse. Vê dificuldade para fazer coisas simples e pensa em preguiça. Vê irritabilidade e conclui que a pessoa está “insuportável”. Vê alguém trabalhando, saindo e conversando normalmente e acredita que, então, está tudo bem.

Mas saúde mental nem sempre tem a aparência que imaginamos.

Depressão, ansiedade, esgotamento e outros quadros de sofrimento emocional podem se manifestar de formas diferentes. Isolamento, perda de interesse, alterações no sono e na energia, irritabilidade e dificuldade para realizar atividades que antes eram simples podem aparecer — e nenhum desses sinais, isoladamente, permite fazer um diagnóstico.

É justamente por isso que os rótulos atrapalham tanto.

Quando chamamos alguém de dramático, preguiçoso, difícil ou exagerado, podemos encerrar a conversa antes mesmo de tentar entender o que mudou.

Você vê a reação. Nem sempre vê tudo o que aconteceu antes dela.

Se algo mudou e permanece diferente por um período, principalmente quando começa a interferir na rotina, nos relacionamentos ou na qualidade de vida, vale olhar com mais atenção e buscar avaliação profissional.

Antes de julgar o comportamento, tente entender a pessoa.

Dra. Paula Iarossi
MÉDICA - CRM/SP 191876

Um estudo publicado em setembro analisou mais de 5 milhões de atendimentos de emergência relacionados à saúde mental de ...
23/09/2026

Um estudo publicado em setembro analisou mais de 5 milhões de atendimentos de emergência relacionados à saúde mental de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos nos Estados Unidos. Entre 2016 e 2022, os atendimentos relacionados a su1cídio aumentaram 74%. Mais da metade dessas ocorrências envolveu adolescentes de 15 a 17 anos.

É importante deixar claro: são dados dos Estados Unidos. Mas existe uma conversa que esse estudo nos obriga a ter também por aqui. Nem sempre uma criança ou um adolescente consegue dizer: “eu não estou bem”. Às vezes, o sofrimento aparece de outro jeito.

Aquele adolescente que começou a se isolar.
A mudança importante no sono.
A desesperança que aparece repetidamente nas falas.
A perda de interesse pelo que antes fazia sentido.
A automutilação.
As falas recorrentes sobre morte ou sobre não querer mais estar aqui.

Um sinal isolado não permite concluir que existe risco de suicídio. Mas mudanças importantes e persistentes precisam ser levadas a sério e compreendidas no contexto daquela criança ou adolescente.

E talvez uma das coisas mais importantes que um pai ou uma mãe possa fazer seja não esperar uma frase explícita para começar uma conversa.

Pergunte. Escute. Não minimize. E, diante de sinais preocupantes, procure avaliação profissional.

Porque entre “é só uma fase” e “eu não percebi que estava tão difícil” pode existir um sofrimento que precisava ter sido ouvido antes.

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