28/10/2026
Foram raros os dias, desde que sou mãe, em que não senti que estava a falhar. A exaustão leva-nos muitas vezes a cair nessa armadilha. A analisar cada segundo do dia, a ampliar os momentos em que não estivemos tão bem.
A culpa de não dar conda de tudo o que gostaria diz-me que não estou a fazer o suficiente. Mas essa mesma culpa pode ser também a prova de que me importo, o suficiente, ao ponto de doer.
Foram muitas as noites em que adormeci os meus filhos com as lágrimas a escorrer em silêncio. E vinha a ambivalência: a sensação de ter tudo e, ao mesmo tempo, sentir-me vazia.
Por isso, hoje quero lembrar-te: se te importas, não estás a falhar. Estás a dar o melhor de ti, com a consciência que tens hoje e amanhã... amanhã é um novo dia 🫀