24/08/2026
🏥🧑🏼⚕️O paciente parece pronto para sair da ventilação mecânica. Mas você sabe reconhecer o momento certo?
O desmame não deve ser conduzido por um único número. Índice de Tobin, P0,1 e força muscular respiratória podem complementar a avaliação, mas não substituem a análise clínica global nem o Teste de Respiração Espontânea (TRE).
As orientações brasileiras de 2025 recomendam:
• avaliar diariamente a prontidão para o desmame nos pacientes em VMI por mais de 24 horas;
• controlar a causa que motivou a intubação;
• verificar estabilidade clínica e hemodinâmica, oxigenação adequada e capacidade de iniciar esforços inspiratórios;
• realizar o TRE em PSV, com pressão de suporte de 5–7 cmH₂O e PEEP de 0–5 cmH₂O, durante 30–60 minutos;
• após um TRE bem-sucedido, avaliar também nível de consciência, proteção das vias aéreas, tosse e capacidade de eliminar secreções.
Atenção: passar no TRE indica capacidade de sustentar a respiração espontânea, mas não garante, isoladamente, o sucesso da extubação. Em pacientes com alto risco de falha, a VNI preventiva deve ser considerada imediatamente após a retirada do tubo.
Na prática, o desafio não é apenas decorar valores. É integrar sinais clínicos, mecânica respiratória, troca gasosa, força muscular e risco de falha para tomar uma decisão segura à beira do leito.
No curso Facilitando a Fisioterapia Hospitalar, a professora Vanessa ensina o raciocínio clínico aplicado ao desmame e à extubação. Você não precisa aprender sozinho: além das aulas, há uma comunidade para discutir dúvidas e ganhar mais segurança na assistência.
A melhor forma de se destacar no hospital é dominar aquilo que impacta diretamente a evolução do paciente.
Salve este carrossel e envie para quem também trabalha com pacientes em ventilação mecânica.
Referência: Ferreira JC et al. Orientações práticas de ventilação mecânica baseadas em evidências: sugestões de duas sociedades médicas brasileiras. J Bras Pneumol. 2025;51(1). Acesso ao artigo