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O Núcleo de Terapia Nutricional Enteral e Parenteral, é uma empresa médica prestadora de serviços e consultorias em Nutrologia e Terapia Nutricional hospitalar, ambulatorial e domiciliar, em Brasília e região.

09/10/2026

No ambiente hospitalar, definir a via de alimentação não é apenas uma decisão técnica. Em muitos casos, a escolha entre alimentação oral, terapia nutricional enteral ou parenteral acontece diante de um paciente grave, com limitações para se alimentar e, muitas vezes, com familiares diante de decisões difíceis.

Por isso, explicar a indicação, os objetivos, os benefícios, os riscos e as possibilidades de cada estratégia é parte do cuidado.

A comunicação deve considerar a condição clínica, o prognóstico, a capacidade de decisão do paciente, suas preferências e valores e, quando necessário, a participação de seus representantes ou familiares.

Também é importante esclarecer que a terapia nutricional não significa necessariamente “alimentar a qualquer custo”. Em determinadas situações, especialmente quando há doença avançada ou mudanças nos objetivos terapêuticos, a equipe pode precisar discutir a proporcionalidade da intervenção e se aquela estratégia está de acordo com o que é desejado para o paciente.

Uma comunicação adequada ajuda a reduzir dúvidas, alinhar expectativas e permitir que paciente, família e equipe construam uma decisão coerente com o quadro clínico e os objetivos do cuidado.

Terapia nutricional também é comunicação, escuta e decisão compartilhada. 💙

Ref 📑

CARDENAS, D. et al. ESPEN practical guideline: Ethical aspects of artificial nutrition and hydration. Clinical Nutrition, 2026.

THIBAULT, R. et al. ESPEN guideline on hospital nutrition. Clinical Nutrition, 2021.

BISCHOFF, S. C. et al. ESPEN practical guideline: Home enteral nutrition. Clinical Nutrition, 2022.

08/10/2026

A encefalopatia hepática é uma complicação da doença hepática avançada que pode causar alterações cognitivas e neurológicas, variando de alterações sutis de atenção e comportamento até confusão mental, sonolência, desorientação e etc.

A amônia está envolvida na fisiopatologia, mas é importante lembrar que a encefalopatia hepática é um diagnóstico clínico. Além disso, diversos fatores podem precipitar ou agravar o quadro, como infecções, sangramento gastrointestinal, constipação, alterações hidroeletrolíticas, insuficiência renal e alguns medicamentos.

E onde entra a terapia nutricional?

O paciente hospitalizado com doença hepática avançada, especialmente quando grave, apresenta elevado risco de desnutrição, perda de massa muscular e intenso catabolismo. Nesse contexto, a terapia nutricional é parte importante do cuidado.

A restrição proteica rotineira não é recomendada, pois pode contribuir para maior perda de massa muscular. A conduta deve buscar adequação de energia e proteína, considerando o estado nutricional, o grau de catabolismo, as funções hepática e renal, as disfunções orgânicas, a via de alimentação e a tolerância gastrointestinal.

Por isso, no paciente grave com encefalopatia hepática, não existe uma estratégia nutricional única. A terapia deve ser individualizada, monitorada e ajustada de acordo com a evolução clínica e os objetivos terapêuticos.

Mais do que restringir, é preciso nutrir adequadamente, preservar massa muscular e considerar toda a complexidade do paciente. 💙

Refs 📑

VILSTRUP, H. et al. Hepatic Encephalopathy in Chronic Liver Disease: 2014 Practice Guideline by the American Association for the Study of Liver Diseases and the European Association for the Study of the Liver. Hepatology, 2014.

EUROPEAN ASSOCIATION FOR THE STUDY OF THE LIVER. EASL Clinical Practice Guidelines for the management of patients with decompensated cirrhosis. Journal of Hepatology, 2018.

AMERICAN ASSOCIATION FOR THE STUDY OF LIVER DISEASES. Back to Basics: Decoding Hepatic Encephalopathy. 2024.

A desnutrição hospitalar é uma condição relevante para a segurança e a qualidade da assistência. Ela pode estar presente...
06/10/2026

A desnutrição hospitalar é uma condição relevante para a segurança e a qualidade da assistência. Ela pode estar presente já na admissão ou se desenvolver e agravar durante a internação, especialmente quando a ingestão alimentar não atende às necessidades do paciente e há alterações metabólicas relacionadas à doença.

Estudos internacionais demonstram prevalências expressivas, enquanto pesquisas brasileiras em populações específicas, como pacientes críticos, também evidenciam a dimensão desse desafio. Os percentuais, entretanto, variam conforme o perfil clínico dos pacientes e os critérios utilizados para o diagnóstico.

Nesse contexto, a triagem nutricional precoce, a avaliação individualizada e o acompanhamento contínuo são essenciais para orientar a conduta e adequar a terapia nutricional às necessidades de cada paciente.

A desnutrição precisa ser reconhecida como parte do cuidado hospitalar, e não como uma consequência inevitável da internação. 💙

Refs 📑

BIAN, X. et al. Prevalence of malnutrition based on global leadership initiative in malnutrition criteria for completeness of diagnosis and future risk of malnutrition based on current malnutrition diagnosis: systematic review and meta-analysis. Frontiers in Nutrition, v. 10, 2023.

ATHAYDE, B. et al. Estudo transversal sobre a prevalência de desnutrição na admissão de pacientes em unidade de terapia intensiva utilizando os critérios GLIM. BRASPEN Journal, 2024.

04/10/2026

Sempre numa sexta, num domingo… 😂

03/10/2026

Bate papo no VivaVoz Podcast com dr Guilherme Araújo, falando sobre como a suplementação imunomoduladora pode fazer parte da estratégia nutricional no pré e pós-operatório, contribuindo para a resposta do organismo ao estresse cirúrgico e para a recuperação do paciente.

A indicação deve ser individualizada, considerando o tipo de cirurgia, o estado nutricional e as necessidades de cada paciente. 💙

Na terapia nutricional do paciente crítico, excesso e insuficiência não são problemas opostos apenas no papel: ambos pod...
02/10/2026

Na terapia nutricional do paciente crítico, excesso e insuficiência não são problemas opostos apenas no papel: ambos podem comprometer o cuidado.

Durante a fase aguda, ofertar mais não significa nutrir melhor. Como o organismo ainda mantém produção endógena de energia, atingir rapidamente 100% da meta pode resultar em overfeeding, mesmo diante de uma prescrição aparentemente adequada. O excesso traz consequências concretas: hiperglicemia e maior demanda de insulina, aumento da produção de CO2 e sobrecarga metabólica e hepática, sem contar as calorias não nutricionais, como propofol, glicose e citrato, que também entram nessa conta.

Por outro lado, manter uma oferta insuficiente por tempo prolongado também não é uma estratégia neutra. O déficit energético acumulado pode dificultar, na fase de recuperação, a preservação de massa muscular, a reabilitação e a retomada da funcionalidade.

Vale distinguir: na fase aguda, uma oferta inicialmente menor pode ser intencional e apropriada. O cuidado está em acompanhar a evolução clínica, com início cauteloso, progressão individualizada e reavaliação frequente, contabilizando todas as fontes calóricas e monitorando tolerância e resposta metabólica.

O equilíbrio, portanto, não está em escolher entre “dar mais” ou “dar menos”, mas em individualizar, progredir e reavaliar. Na UTI, nutrição também é dose, tempo e monitoramento: a meta não é oferecer o máximo, e sim o necessário, no momento adequado. 💙



Refs 📑

COMPHER, C. et al. Guidelines for the provision of nutrition support therapy in the adult critically ill patient: the American Society for Parenteral and Enteral Nutrition. Journal of Parenteral and Enteral Nutrition, 2022.

SINGER, P. et al. ESPEN practical and partially revised guideline: clinical nutrition in the intensive care unit. Clinical Nutrition, 2023.

TARGET INVESTIGATORS. Energy-dense versus routine enteral nutrition in the critically ill. The New England Journal of Medicine, v. 2018.

ZUSMAN, O. et al. Predictive equations versus measured energy expenditure by indirect calorimetry: a retrospective validation. Critical Care, 2019.

01/10/2026

Por trás de uma dieta enteral existe uma série de cuidados que fazem parte da rotina equipe multi.

É preciso acompanhar a prescrição, a vazão e o volume administrado, conferir a identificação da dieta, avaliar a sonda e sua fixação, observar a tolerância do paciente e estar atento a possíveis intercorrências.

Além disso, é fundamental verificar se o paciente está realmente recebendo o que foi planejado e se a estratégia nutricional continua adequada à sua condição clínica.

Porque, na terapia nutricional, prescrever é apenas uma parte do cuidado. Monitorar, avaliar e ajustar também fazem parte do tratamento.

É esse acompanhamento contínuo que contribui para uma terapia nutricional mais segura, individualizada e efetiva. 💙



Ref 📑

SINGER, P. et al. ESPEN guideline on clinical nutrition in the intensive care unit. Clinical Nutrition, 2019.
BOZZETTI, F. et al. ESPEN practical guideline: Clinical nutrition in the intensive care unit. Clinical Nutrition, 2023.

Proteína não é importante apenas para quem quer ganhar massa muscular.Durante uma internação, existem situações em que a...
29/09/2026

Proteína não é importante apenas para quem quer ganhar massa muscular.

Durante uma internação, existem situações em que a necessidade proteica pode aumentar porque o organismo está enfrentando maior demanda para manter e recuperar tecidos, preservar massa muscular e responder ao estresse metabólico da doença.

Isso pode acontecer, por exemplo, em pacientes:
• criticamente enfermos;
• com desnutrição ou risco nutricional;
• com perda importante de massa muscular;
• em recuperação de cirurgias ou traumas;
• em processos de cicatrização;
• durante períodos de reabilitação.

No paciente crítico, por exemplo, a doença pode aumentar o catabolismo e favorecer uma rápida perda de massa muscular. Por isso, a oferta de proteína precisa ser planejada e progressivamente ajustada conforme a evolução clínica.

Mas existe um ponto importante: mais proteína não significa automaticamente melhor resultado.

A quantidade adequada depende de diversos fatores, como diagnóstico, estado nutricional, função renal e hepática, presença de doença crítica, terapia renal substitutiva, tolerância e objetivos do tratamento.

Em alguns pacientes, inclusive, a necessidade pode ser diferente ou exigir maior cautela, como em determinadas condições renais.

A terapia nutricional deve acompanhar a evolução clínica e ser ajustada individualmente. 💙



Refs 📑

SINGER, P. et al. ESPEN practical and partially revised guideline: Clinical nutrition in the intensive care unit. 2023.

WUNDERLE, C. et al. ESPEN guideline on nutritional support for polymorbid medical inpatients. Update 2023. Clinical Nutrition, 2023.

FIACCADORI, E. et al. ESPEN practical guideline on clinical nutrition in hospitalized patients with acute or chronic kidney disease. Clinical Nutrition, 2024.

25/09/2026

A alimentação faz parte do tratamento hospitalar.

Quando uma pessoa é internada, seu organismo pode estar enfrentando uma doença, uma cirurgia, uma infecção ou alguma outra condição que modifica suas necessidades nutricionais.

Por isso, a dieta que ela consumia normalmente em casa pode não ser a mais adequada naquele momento.

Durante a internação, a alimentação pode precisar ser adaptada em relação à consistência, quantidade de energia, proteínas, líquidos, sódio, carboidratos ou outros nutrientes, de acordo com a condição clínica e os objetivos do tratamento.

Um paciente com dificuldade para engolir, por exemplo, pode precisar de uma dieta com consistência modificada para favorecer uma alimentação mais segura. Já um paciente com maior necessidade proteica pode precisar de uma estratégia nutricional diferente daquela que fazia parte de sua rotina habitual.

Também é importante lembrar que restrições não devem ser feitas sem necessidade. Dietas excessivamente restritivas podem reduzir a aceitação alimentar e dificultar que o paciente alcance suas necessidades nutricionais.

Por isso, a dieta hospitalar deve ser individualizada, acompanhada e ajustada conforme a evolução do paciente.

A pergunta não é apenas: “O que esse paciente costuma comer em casa?”

E sim:

“O que ele precisa neste momento para contribuir com sua recuperação?”



Ref 📑

THIBAULT, R. et al. ESPEN guideline on hospital nutrition. Clinical Nutrition, 2021.

WUNDERLE, C. et al. ESPEN guideline on nutritional support for polymorbid medical inpatients – Update 2023. Clinical Nutrition, 2023.

24/09/2026

Quando pensamos em cicatrização, é comum lembrarmos dos cuidados locais com a ferida. Mas existe outro fator fundamental nesse processo: o estado nutricional do paciente.

A cicatrização é um processo que exige energia e nutrientes para que o organismo consiga produzir novas células, formar colágeno, reparar tecidos e combater possíveis infecções.

Proteínas, energia, vitaminas e minerais participam de diferentes etapas desse processo. Por isso, pacientes com desnutrição ou ingestão nutricional insuficiente podem apresentar maior dificuldade na recuperação e maior risco de complicações.

Na prática hospitalar, isso significa que avaliar o estado nutricional, identificar deficiências e adequar a terapia nutricional faz parte do cuidado com o paciente e também da estratégia de recuperação da ferida.

Nutrir adequadamente não é apenas alimentar. É oferecer ao organismo condições para se recuperar.

A terapia nutricional deve ser individualizada de acordo com a condição clínica, as necessidades nutricionais e a evolução de cada paciente. 💙



Ref 📑

SINGER, P. et al. ESPEN guideline on clinical nutrition in the intensive care unit. Clinical Nutrition, 2019.
WAITZBERG, D. L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica. Atheneu, 2017.

Endereço

Vitrium Centro Médico, SGAS 613/614, L2 Sul, Salas 75, 77 E 79
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