01/06/2026
Em contextos de trabalho intenso, especialmente em profissões que envolvem cuidar de outras pessoas, muitas vezes nos acostumamos a lidar com sofrimento, pressão e
responsabilidade constantes. Com o tempo, porém, esse acúmulo pode começar a cobrar
um preço emocional.
Nem sempre o burnout aparece de forma abrupta. Muitas vezes ele surge aos poucos,
através de sinais que podem passar despercebidos no dia a dia.
“Como sabemos que atingimos o ponto de burnout? Em geral, há sinais como ficar
distraído, com raiva, irritado, inquieto ou evitando as pessoas, tendo dificuldade para dormir ou experimentando pensamentos angustiantes e inoportunos.” (Neff, 2019, p. 134)
Esses sinais não significam fraqueza ou falta de preparo. Eles dizem respeito aos limites
humanos diante do contato contínuo com o sofrimento, a pressão ou a sobrecarga
emocional.
“Os seres humanos são limitados no quanto de sofrimento pelos outros eles podem suportar
sem ficarem sobrecarregados.” (Neff, 2019, p. 134)
Por isso, estratégias de cuidado consigo mesmo não devem ser vistas como luxo ou egoísmo, mas como parte fundamental da saúde mental e da sustentabilidade do trabalho
ao longo do tempo.
“Outro ponto de conselho dado para prevenir o bournout é envolver-se em atividades de
autocuidado. Essas atividades normalmente envolvem fazer exercícios, comer bem, passar
algum tempo com amigos ou tirar férias.” (Neff, 2019, p. 134)
Reconhecer limites, descansar e cuidar de si mesmo não diminui o compromisso com o
trabalho ou com o outro. Na verdade, muitas vezes é justamente o que permite continuar
presente sem se esgotar completamente.
Fonte: Neff, Kristin, Manual de mindfulness e autocompaixão: um guia para construir forças
internas e prosperar na arte de ser seu melhor amigo. Porto Alegre: Artmed, 2019.
Fernanda Bonato | Psicóloga (CRP 08/10734)
Doutora e Mestre em Psicologia | Especialista Se/ualidade Humana e em Terapia Se/ual |
Terapia individual e de casais