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nutri.prof.vilar Nutricionista José Vilar

26/09/2026
CREATINA CAUSA METÁSTASE? A resposta científica exige mais do que uma manchete.Um novo estudo publicado na Nature Commun...
24/09/2026

CREATINA CAUSA METÁSTASE? A resposta científica exige mais do que uma manchete.
Um novo estudo publicado na Nature Communications encontrou um mecanismo interessante e potencialmente importante: em modelos experimentais, a suplementação com creatina aumentou a atividade plaquetária por meio do eixo CKB–STAT5B, e essas plaquetas favoreceram a disseminação de células tumorais em modelos de camundongos. O estudo também observou alterações na atividade plaquetária em um pequeno grupo de voluntários saudáveis.
Mas aqui está o ponto que muita gente ignorou:
um mecanismo biológico não é automaticamente uma evidência de que a creatina cause metástase em seres humanos.
O próprio trabalho reconhece limitações importantes: os estudos de metástase foram realizados em modelos experimentais, o estudo humano foi pequeno e realizado em indivíduos jovens e saudáveis, e os autores afirmam que são necessárias novas investigações — especialmente em pacientes com câncer.
Isso não significa ignorar o estudo.
Significa interpretá-lo corretamente.
A ciência não funciona assim:
“Encontramos um mecanismo → portanto, está provado em humanos.”
Funciona assim:
mecanismo → replicação → evidência clínica → epidemiologia → ensaios clínicos → consenso.
E existe uma diferença fundamental entre “a creatina pode modificar um processo biológico relacionado à metástase em determinados modelos experimentais” e “tomar creatina causa metástase em pessoas”.
São afirmações completamente diferentes.
Portanto, o estudo merece atenção!!! Mas também merece contexto.
Ciência de verdade não escolhe entre “creatina é perigosa” e “o estudo não vale nada”.
Ela pergunta:
O que foi demonstrado? Em qual modelo? Em qual dose? Em quem? E, principalmente: isso já foi demonstrado clinicamente em humanos?
É exatamente essa diferença entre evidência científica e manchete que este carrossel pretende mostrar.

Referência: Xie S, Chen R, Sun X et al. Exogenous creatine supplementation promotes tumor metastasis via megakaryocyte creatine kinase B–STAT5B signaling. Nature Communications. 2026.

Você não aprende a nadar apenas lendo sobre a água.Conhecimento sem ação é apenas potencial.É na repetição, no desconfor...
20/09/2026

Você não aprende a nadar apenas lendo sobre a água.
Conhecimento sem ação é apenas potencial.
É na repetição, no desconforto e na constância que você constrói aquilo que deseja!!!

O que acontece com o organismo quando um atleta natural leva o percentual de gordura ao extremo?Um estudo de caso public...
16/09/2026

O que acontece com o organismo quando um atleta natural leva o percentual de gordura ao extremo?
Um estudo de caso publicado por Rossow et al. (2013) acompanhou durante 12 meses um fisiculturista natural de 26–27 anos: 6 meses de preparação para competição e 6 meses de recuperação.
Durante a preparação, o atleta reduziu a gordura corporal de 14,8% para 4,5%.
Essa perda extrema de gordura e a restrição energética prolongada foram acompanhadas por mudanças importantes:
🔹 Testosterona: caiu de 9,22 para 2,27 ng/mL — uma redução de aproximadamente 75%.
🔹 Cortisol: aumentou significativamente.
🔹 Metabolismo: houve redução do gasto energético de repouso, acompanhada por alterações em hormônios relacionados à disponibilidade energética.
🔹 Humor: o Total Mood Disturbance da escala POMS aumentou de 6 para 43, indicando importante alteração do estado de humor durante a preparação.
🔹 Desempenho: a força diminuiu durante o processo e, mesmo após 6 meses de recuperação, ainda não havia retornado completamente ao nível inicial.
E o que aconteceu depois?
Com a recuperação energética e o retorno da gordura corporal para 14,6%, a testosterona voltou para 9,91 ng/mL e as alterações de humor também retornaram próximas aos valores iniciais.
Resumindo, baixíssimos níveis de gordura corporal são incompatíveis com a saúde física, mental e metabólica. E também incompatível com a performance atlética!!!

NOVO ARTIGO PUBLICADO!!! IMC e doença renal crônica: o peso não conta toda a história.O artigo destaca que o IMC, embora...
10/09/2026

NOVO ARTIGO PUBLICADO!!!

 IMC e doença renal crônica: o peso não conta toda a história.

O artigo destaca que o IMC, embora simples e útil, não deve ser utilizado isoladamente para avaliar a composição corporal de pessoas com doença renal crônica (DRC).

Isso porque o IMC não diferencia massa muscular, gordura corporal e retenção de líquidos. Assim, uma pessoa pode apresentar IMC adequado e, ao mesmo tempo, ter redução de massa muscular ou excesso de gordura.

Na prática: a avaliação deve considerar também massa muscular, adiposidade, hidratação e marcadores nutricionais e bioquímicos.

Conclusão: na DRC, avaliar apenas o peso e o IMC pode não revelar mudanças importantes na composição corporal.

Pequena, porém relevante contribuição para uma dúvida de décadas!!!Comparamos os marcadores renais tradicionais que muit...
30/08/2026

Pequena, porém relevante contribuição para uma dúvida de décadas!!!

Comparamos os marcadores renais tradicionais que muitas vezes apontam dano renal em usuários de creatina, com marcadores hipersensíveis de última geração. Ficou demonstrado que a suplementação altera o metabolismo da creatinina... Porém, sem dano renal.

Alguns amigos até me culpam pelo aumento do preço da creatina após esse trabalho ser publicado na Inglaterra... Aumentou muito o consumo!!! 😂🤣😂🤣😂🤣😂🤣😂🤣😂

Praticar exercícios físicos não é uma obrigação.Fazer a manutenção dos freios do seu carro também não.Mas negligencie os...
16/07/2026

Praticar exercícios físicos não é uma obrigação.
Fazer a manutenção dos freios do seu carro também não.
Mas negligencie os dois por tempo suficiente, e as consequências indesejadas serão inevitáveis.

Resultados duradouros não são fruto de motivação. São consequência de método, disciplina e constância. Certifique-se de ...
13/07/2026

Resultados duradouros não são fruto de motivação. São consequência de método, disciplina e constância. Certifique-se de seguir o método correto e mantenha o foco no processo.

Quem vive procurando soluções rápidas raramente chega longe.Quem confia no processo constrói resultados sólidos e susten...
12/06/2026

Quem vive procurando soluções rápidas raramente chega longe.
Quem confia no processo constrói resultados sólidos e sustentáveis ao longo do tempo.

Alerta 🚨 🚨 🚨 🚨 Você nunca mais verá sua cervejinha da mesma forma após ler essa postagem.​Para compreender como o consum...
31/05/2026

Alerta 🚨 🚨 🚨 🚨
Você nunca mais verá sua cervejinha da mesma forma após ler essa postagem.

​Para compreender como o consumo crônico ou agudo em excesso (binge drinking) sabota o ambiente anabólico masculino, precisamos analisar os 3 principais caminhos fisiológicos envolvidos:

​1. Toxicidade Direta e Estresse Oxidativo Gonadal

​O etanol e o seu principal metabólito, o acetaldeído, cruzam com facilidade a barreira testicular. Uma vez nas gônadas, eles exercem um efeito citotóxico direto nas células de Leydig — que são responsáveis por cerca de 95% da síntese de testosterona nos homens. O álcool interfere na expressão de enzimas esteroidogênicas cruciais (como a 3\beta\text{-HSD} e a 17\beta\text{-HSD}) e depleta o coenzima \text{NAD}^+, essencial para a produção de energia celular. O resultado é o aumento drástico de radicais livres, inflamação local e, em casos crônicos, apoptose (morte celular).

​2. Up-regulation da Aromatase e Desequilíbrio Estrogênico

​O consumo de álcool altera a sinalização endócrina ao modular a atividade da enzima aromatase. Ao contrário do mito popular de que essa conversão ocorre puramente no fígado, o aumento da aromatização acontece de forma muito expressiva no tecido adiposo e no sistema nervoso central. A aromatase cliva a testosterona livre e a converte em estradiol. Esse excesso de estrogênio circulante gera um feedback negativo no hipotálamo e na hipófise, reduzindo a secreção de LH (Hormônio Luteinizante) e FSH, os sinalizadores que comandam os testículos a produzirem mais hormônio.

​3. Disfunção Metabólica e o Ciclo Vicioso da Gordura Visceral

​O etanol é uma toxina prioritária para o organismo: enquanto ele estiver presente, o fígado interrompe a oxidação de ácidos graxos (queima de gordura) para focar na sua depuração. Associado ao superávit calórico da bebida, o cenário promove o acúmulo de gordura visceral (abdominal).

​Como o tecido adiposo é um órgão endócrino altamente ativo e rico em aromatase, entramos em um ciclo retrógrado:

Mais gordura leva a mais aromatase que leva a mais gordura e menos testosterona.

E então... Vale a pena????

Endereço

Rua Carolina Sucupira 1680
Fortaleza, CE

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