16/05/2026
Será?
"Não importa quem você é, ou o que você faz, o que realmente importa é o que te deixa feliz!
Há alguns anos, eu tomava decisões estratégicas, liderava equipes enormes e participava da gestão de operações com centenas de pessoas no setor automotivo.
Em determinado momento, deixei tudo para viver um sonho: a arte.
Muitos acharam loucura abandonar uma carreira consolidada para começar do zero como tatuador. E talvez fosse mesmo. Mas foi uma das decisões mais corajosas da minha vida.
Construí um estúdio, formei alunos, criei projetos, gerei resultados, transformei histórias através da arte e aprendi algo que nenhum cargo corporativo ensina:
Vender é vender.
Não importa se é um carro de R$300 mil, uma tatuagem, energia solar ou qualquer outro produto. No fim, tudo depende de entender pessoas, dores, emoções, confiança e relacionamento.
E foi justamente essa jornada que mudou minha visão sobre o mercado.
Hoje percebo algo duro: muitas vezes, o mercado rotula profissionais pela última profissão que exerceram, ignorando toda a bagagem construída ao longo da vida.
Mesmo trazendo experiência em liderança, gestão comercial, treinamento, construção de equipes e desenvolvimento de projetos, retornar para posições de gestão tem sido um desafio enorme.
E isso me fez refletir bastante.
Porque empreender exige coragem. Recomeçar exige coragem. Dar a cara a tapa todos os dias exige coragem.
Quem já construiu algo do zero sabe o peso emocional de vender, negociar, ouvir “não”, disputar preço, enfrentar ego, instabilidade e ainda continuar acreditando.
Talvez eu não tenha seguido o caminho mais fácil. Mas sigo acreditando que profissionais com vivência real, capacidade de adaptação e coragem para recomeçar carregam algo que currículo nenhum consegue medir.
E talvez seja exatamente esse tipo de profissional que algumas empresas estejam procurando hoje.