15/09/2026
Há alguns anos, eu fiz um post tentando responder: “Quem eu sou?” Não de forma categórica, mas como uma maneira de me apresentar, de me definir.
Esposa.
Nutricionista.
Atleta.
Mãe de pet.
Durante muito tempo, eu me reconheci através dos papéis que exercia. E, quando alguns deles deixaram de existir, eu me perdi também.
Fiquei num limbo.
Foram anos trabalhando para me redescobrir, para entender quem eu era quando tirava tudo aquilo que eu fazia por outras pessoas.E hoje eu entendo: eu não sou apenas aquilo que faço. Eu sou muito mais do que os papéis que exerço. Eu não me tornei quem sou hoje de uma hora para outra.
Eu fui me reconstruindo.
Fui me conhecendo.
Fui me escolhendo.
Fui acendendo minha própria luz, aos poucos, enquanto me reconstruía.Hoje, eu sou minha própria luz. Minha própria chama. Meu próprio amor.
Por muito tempo, depois do luto, eu não me reconhecia. Essa foi uma questão que me gerou muito sofrimento e que esteve presente na minha terapia durante muitos anos, porque perder alguém muito próximo é também perder partes de si, da sua rotina e, em parte, da sua identidade.Eu me perguntava quem eu era. E, por muitos anos, esse tema foi pauta da terapia.Até que, nos últimos anos, eu simplesmente deixei essa questão estar.
Recentemente, me deparei com um post que propunha uma coisa muito simples: definir quem você é sem citar sua profissão, seu estado civil, quantidade de filhos ou hobbies.Eu fui lá, escrevi e postei. E fiquei perplexa e feliz ao perceber que eu já não estava mais procurando uma resposta para aquela pergunta.A resposta estava em mim. Não apenas porque eu tinha conseguido responder, mas porque eu percebi que eu sabia quem eu era. Eu nem tinha me dado conta do que estava fazendo, na verdade. E foi aí que fiz um comparativo. Voltei para 2021/2022, para uma época em que aquela era a minha principal referência de identidade. Eu tinha um post em que me definia pelos papéis que ocupava: esposa, atleta, mãe de pet, nutricionista. E, quando comparei aquilo com a forma como eu me definia agora, pensei: “Nossa. Eu realmente não me conhecia.”