15/10/2026
🧠 Como saber se alguém realmente tem TDAH?
Esse foi o tema da Aula 2 do curso de utilidade pública TDAH sem Mitos, com os especialistas Eugênio Grevet (UFRGS), Paulo Mattos (Instituto D’Or) e Iane Kestelman (ABDA).
Em um momento em que o TDAH ganhou tanta visibilidade, falar sobre diagnóstico responsável e diagnóstico diferencial tornou-se ainda mais necessário.
Há uma preocupação global com a banalização do diagnóstico e com a interpretação de comportamentos comuns da vida cotidiana como se, isoladamente, fossem suficientes para caracterizar um transtorno.
Desatenção, inquietude, impulsividade e desorganização nem sempre significam TDAH.
Privação de sono, ansiedade, estresse crônico, depressão, excesso de telas, falta de rotina, sobrecarga, uso de substâncias e algumas condições clínicas podem produzir sintomas semelhantes ou até intensificar dificuldades em quem já tem TDAH.
Por isso, um diagnóstico cuidadoso precisa ir além dos sintomas. É necessário compreender a história da pessoa, quando as dificuldades começaram, em quais contextos aparecem, sua persistência ao longo do tempo e o impacto que provocam na vida cotidiana.
Não se trata de negar a existência do TDAH. Muito pelo contrário. Quanto mais compreendemos o transtorno, mais conseguimos diferenciar quem realmente apresenta seus critérios de quem precisa de outro olhar e de outro cuidado.
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A avaliação psicológica e neuropsicológica pode contribuir para o diagnóstico diferencial, investigando diferentes possibilidades e compreendendo cada pessoa em sua individualidade.
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Ciência, responsabilidade e cuidado caminham juntos.
Juntos, todos nós ficamos bem.