14/09/2026
O melanoma tem taxa de cura altíssima, quando diagnosticado precocemente!
E aí está a dificuldade: o melanoma inicialmente não costuma não dar sintoma.
O que observar
A regra mais conhecida é o ABCDE: Assimetria entre as metades da lesão, Bordas irregulares, Cores variadas dentro da mesma pinta, Diâmetro acima de 6 mm e, o mais importante de todos, Evolução, ou seja, qualquer mudança em tamanho, formato, cor ou textura ao longo do tempo.
Existe ainda o sinal do “patinho feio”: em geral, as pintas de uma mesma pessoa se parecem entre si. A que se destaca das demais merece atenção, mesmo que isoladamente pareça normal.
Uma ressalva importante
Nem todo melanoma segue o ABCDE. O melanoma nodular pode ser simétrico, de cor uniforme, com bordas regulares e ainda assim ser agressivo. Ele cresce em profundidade rapidamente, em meses.
Por isso, além do ABCDE, vale observar: qualquer lesão nova que cresça rápido, fique elevada, endureça ou sangre sem trauma precisa de avaliação.
Quem tem risco aumentado
História pessoal de melanoma ou de outro câncer de pele, história familiar de melanoma, muitos nevos ou nevos atípicos, fototipos claros que queimam com facilidade, queimaduras solares importantes ao longo da vida, exposição solar ocupacional crônica, exposição a cabine de bronzeamento artificial.
Aqui no Rio Grande do Sul, a combinação de fototipos claros com forte exposição solar faz com que o estado apareça historicamente entre as maiores taxas de melanoma do país.
O que fazer
Autoexame regularmente, com atenção às áreas que a gente não costuma olhar: couro cabeludo, orelhas, dorso, região plantar e leito ungueal. Peça ajuda para examinar as costas.
E avaliação dermatológica com exame de pele completo. Para pacientes de risco aumentado, o mapeamento corporal total com dermatoscopia digital permite comparar as lesões ao longo do tempo e detectar mudanças sutis que nenhum exame isolado revelaria, além de reduzir cirurgias desnecessárias em quem tem muitos nevos.