24/09/2026
Fazer tudo de uma vez pode parecer mais prático. Mas, em cirurgia plástica, praticidade nunca deve estar acima da segurança.
Combinar procedimentos pode trazer vantagens: uma única internação, um único período de recuperação e, muitas vezes, redução dos custos envolvidos.
Mas existe um limite importante nessa equação.
Quanto mais extensa e prolongada uma cirurgia, maior pode ser a exposição do paciente aos riscos relacionados ao tempo anestésico, sangramento, hipotermia, tromboembolismo e recuperação pós-operatória.
Por isso, quando planejamos uma cirurgia, a pergunta não deve ser apenas:
“Quantos procedimentos conseguimos fazer de uma vez?”
A pergunta correta é:
“Qual é a estratégia mais segura para entregar o melhor resultado para esta paciente?”
Em alguns casos, combinar procedimentos é perfeitamente possível. Em outros, dividir o planejamento em etapas é uma decisão mais prudente — mesmo que isso represente duas internações, dois momentos cirúrgicos e um investimento maior.
Cirurgia plástica não é uma corrida contra o relógio e muito menos uma tentativa de encaixar o máximo de procedimentos em uma única anestesia.
Segurança vem antes da conveniência.
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Dra. Evandra de Moura Rabello
Médica Cirurgiã Plástica | Dermatologista
CRM/SP 80034 – RQE 29871.