15/09/2026
Paciente previamente submetido à cirurgia de revascularização miocárdica, atualmente com oclusão do enxerto de veia safena e oclusão do enxerto de artéria mamária para a DA (LAD). Função ventricular preservada, porém com angina classe III pela CCS, altamente sintomático.
As lesões na DA e no tronco da coronária esquerda eram intensamente calcificadas — exatamente o tipo de anatomia que penaliza qualquer tentativa de simplificar ou encurtar a etapa de preparo da lesão.
Optamos pelo uso de balão intra-aórtico (BIA/IABP) de suporte e litotripsia intravascular (IVL – Shockwave) para fraturar o cálcio de forma controlada e segura, seguida de otimização com balão não complacente de muita-alta pressão OPN e implante de stent Megatron no tronco da coronária esquerda.
Todo o procedimento foi guiado e confirmado por ultrassom intravascular (IVUS), desde a avaliação inicial da lesão até a confirmação do resultado final.
Casos como este ilustram a importância da individualização da estratégia de revascularização, especialmente diante de anatomias coronarianas complexas e calcificação severa. A associação entre técnicas de modificação de placa e imagem intravascular pode contribuir para um planejamento mais preciso e para a otimização do resultado da intervenção.
Conteúdo de caráter educativo. Cada paciente deve ser avaliado individualmente, considerando características clínicas, anatômicas, risco e alternativas terapêuticas disponíveis.