13/10/2026
Quando aparece uma história destas, é muito fácil ficarmos presos à promessa mais bonita: “e se isto fizer o meu filho falar?” 🤔
Eu percebo esse pensamento, sobretudo quando uma família espera há meses ou anos por uma palavra, qualquer possibilidade pode parecer enorme. 🫂
Mas, enquanto terapeuta da fala, aquilo que mais me interessa não é encontrar uma solução rápida, mas perceber o que pode realmente ajudar aquela criança a comunicar melhor, de forma segura e ajustada às suas necessidades.
Para algumas crianças, isso pode passar por trabalhar competências de linguagem, para outras, por introduzir Comunicação Aumentativa e Alternativa e, noutras, situações, pode fazer sentido investigar também fatores de saúde que estejam a influenciar o desenvolvimento.
O mais importante é não transformarmos uma possibilidade em promessa.
O caso do Mason é interessante e a investigação sobre o ácido folínico merece ser acompanhada, mas uma história individual não significa que o mesmo vá acontecer com todas as crianças com autismo.
Em consultório já tive crianças que tiveram evoluções significativas com a continuidade da terapia aliada à toma do ácido folínico, e outros casos que não houve uma alteração significativa.
Cada criança precisa de ser compreendida para além do diagnóstico, porque comunicar não é seguir um único caminho até à fala; mas econtrar a melhor forma de essa criança conseguir mostrar aquilo que pensa, quer, sente e precisa. 😌🩷