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💙 DOENÇA CELÍACA: ESTÁS MESMO A FAZER TUDO O QUE É NECESSÁRIO?Tens doença celĂ­aca, segues uma dieta sem glĂșten, sentes-t...
08/10/2026

💙 DOENÇA CELÍACA: ESTÁS MESMO A FAZER TUDO O QUE É NECESSÁRIO?

Tens doença celĂ­aca, segues uma dieta sem glĂșten, sentes-te bem e os teus anticorpos normalizaram.

SerĂĄ que isso significa que o teu intestino jĂĄ recuperou?

Nem sempre!

📘 Neste carrossel destaco 3 pontos importantes das guidelines britñnicas de 2026:

đŸ”č DiagnĂłstico sem biĂłpsia: em linha com as recomendaçÔes europeias anteriores, Ă© possĂ­vel em alguns adultos que cumpram critĂ©rios especĂ­ficos.

đŸ”č Desafio com glĂșten: se o retiraste antes de concluir o diagnĂłstico, nĂŁo o reintroduzas sem acompanhamento mĂ©dico. Pode provocar sintomas importantes, reativar a doença e, raramente, desencadear uma crise celĂ­aca.

đŸ”č Anticorpos normalizados: nĂŁo garantem a cicatrização da mucosa intestinal.

Partilho ainda como acompanho a recuperação apĂłs o diagnĂłstico na minha prĂĄtica clĂ­nica, avaliando sintomas, intolerĂąncias alimentares secundĂĄrias, dĂ©fices nutricionais, serologia, adesĂŁo Ă  dieta e, quando indicado, pĂ©ptidos imunogĂ©nicos do glĂșten na urina.

Porque ter doença celĂ­aca nĂŁo Ă© apenas “nĂŁo comer glĂșten”.

O acompanhamento médico e nutricional, o estudo dos familiares de primeiro grau, a vigilùncia do crescimento das crianças e a gestão do dia a dia também fazem parte dos cuidados necessårios.

Ser celĂ­aco Ă© aprender a viver sem glĂșten — mas tambĂ©m saber que nĂŁo se deve fazer esse caminho sozinho.

💙 Guarda esta publicação e partilha com alguĂ©m com doença celĂ­aca ou ainda em investigação.

📚 Fonte: Penny HA et al. Guidelines BSG — Doença Celíaca no Adulto. Gut, 2026.

DOENÇA CELÍACA E MANIFESTAÇÕES NEUROLÓGICAS 🧠Quando pensamos em doença celíaca, pensamos muitas vezes no intestino. Mas ...
04/10/2026

DOENÇA CELÍACA E MANIFESTAÇÕES NEUROLÓGICAS 🧠

Quando pensamos em doença celíaca, pensamos muitas vezes no intestino. Mas esta é uma doença autoimune sistémica e o sistema nervoso também pode ser atingido.

Ataxia e alteraçÔes da coordenação, neuropatia perifĂ©rica, cefaleia/enxaqueca e alteraçÔes cognitivas — muitas vezes descritas como brain fog — estĂŁo entre as manifestaçÔes neurolĂłgicas relacionadas com o glĂșten estudadas na literatura. E, em algumas pessoas, podem existir mesmo sem sintomas digestivos relevantes.

A neuropatia pode envolver alteraçÔes sensitivas e/ou motoras: parestesias, dormĂȘncia, alteraçÔes da sensibilidade, dor neuropĂĄtica ou fraqueza. A ataxia pode afetar a marcha, o equilĂ­brio e a precisĂŁo dos movimentos.

O brain fog pode traduzir-se em dificuldade de concentração, lentificação do pensamento, dificuldade em encontrar palavras, alteraçÔes da memĂłria recente e menor clareza mental. NĂŁo Ă© sinĂłnimo de demĂȘncia.

A investigação procura tambĂ©m compreender os mecanismos autoimunes envolvidos. Um dos marcadores estudados Ă© a transglutaminase 6, expressa no sistema nervoso e potencial alvo de autoanticorpos. É uma ĂĄrea promissora, embora o teste continue pouco disponĂ­vel.

E a dieta sem glĂșten? Uma dieta rigorosa pode melhorar sintomas e parece particularmente importante para limitar a progressĂŁo em determinadas formas de doença neurolĂłgica relacionada com o glĂșten.

No meu caso, a dieta sem glĂșten foi tambĂ©m uma parte essencial do tratamento das minhas manifestaçÔes neurolĂłgicas.

Nem todos os sintomas neurolĂłgicos numa pessoa com doença celĂ­aca sĂŁo causados pelo glĂșten. Mas tambĂ©m nĂŁo devem ser automaticamente considerados independentes da doença. Sintomas persistentes, novos ou inexplicados merecem avaliação clĂ­nica adequada.

A doença celíaca pode começar no intestino.
Mas nĂŁo termina necessariamente nele.

📌 Guarda esta publicação e partilha-a com quem ainda pensa que a doença celĂ­aca Ă© apenas intestinal.

📚 ReferĂȘncias cientĂ­ficas completas no primeiro comentĂĄrio.

DOENÇA CELÍACA NA INFÂNCIA: HÁ VULNERABILIDADES QUE VÃO MUITO ALÉM DO INTESTINO.Quando pensamos numa criança com doença ...
29/09/2026

DOENÇA CELÍACA NA INFÂNCIA: HÁ VULNERABILIDADES QUE VÃO MUITO ALÉM DO INTESTINO.

Quando pensamos numa criança com doença celíaca, é fåcil concentrarmo-nos no prato: o que pode comer, onde pode comer e se a refeição é realmente segura.

Mas viver com doença celíaca durante a infùncia pode ter implicaçÔes físicas, psicológicas e sociais.

Uma revisĂŁo da literatura sobre vulnerabilidade em crianças com doença celĂ­aca identificou estas trĂȘs grandes dimensĂ”es.

No plano fĂ­sico, podem existir alteraçÔes do crescimento, anemia, menor densidade Ăłssea e outras consequĂȘncias nutricionais.

No plano psicológico, os estudos descrevem ansiedade, sintomas depressivos, menor autoestima e perturbaçÔes do comportamento alimentar.

E existe uma dimensĂŁo social que nĂŁo devemos subestimar.

A festa onde nĂŁo hĂĄ nada seguro para comer.
O almoço na escola.
O receio de parecer “diferente”.

SituaçÔes que, quando se repetem, podem contribuir para sentimentos de diferença, estigmatização ou isolamento.

A vulnerabilidade não depende apenas da doença. A idade, outras doenças associadas, a capacidade de adaptação, o apoio familiar e escolar e o contexto em que vive podem influenciar a forma como cada criança a vive.

Por isso, acompanhar uma criança com doença celĂ­aca nĂŁo Ă© apenas retirar o glĂșten da alimentação.

É acompanhar o crescimento e o estado nutricional.
É perguntar como se sente.
É perceber como vive a escola, as festas e as relaçÔes com os amigos.
É ensinar sem criar medo.
É promover autonomia sem lhe atribuir uma responsabilidade maior do que consegue suportar.

E é também apoiar as famílias.

Este tema toca-me de vĂĄrias formas.

Como médica, acompanho pessoas com doença celíaca hå mais de uma década.
Como celíaca, conheço desafios que nem sempre aparecem nas anålises ou cabem numa consulta.
Como mãe, sei que quando a doença entra na vida de uma criança, entra também na vida da família.

É por isso que aqui quero continuar a falar de muito mais do que glĂșten.

CiĂȘncia, experiĂȘncia e vida real — para que estas crianças cresçam seguras, incluĂ­das, compreendidas e acompanhadas. 💙

📌 Guarda e partilha esta publicação.

27/09/2026

Sim — dá para cortar sem perder força. Eu deixaria assim:

DOENÇA CELÍACA E CÉREBRO 🧠

Durante as fĂ©rias, ingeri trigo/glĂșten por acidente.

Os sintomas digestivos passaram relativamente depressa. As alteraçÔes neurológicas e cognitivas, no meu caso, podem permanecer durante semanas.

E não estou a falar apenas de me sentir “mais distraída”.

Estou a falar de situaçÔes concretas do meu dia a dia:

đŸ”č enxaquecas;
đŸ”č insĂłnias e despertares noturnos;
đŸ”č sair da bomba de gasolina com o tampĂŁo do depĂłsito ainda na mĂŁo;
đŸ”č abrir um armĂĄrio e, segundos depois, nĂŁo fazer ideia do que ia lĂĄ buscar;
đŸ”č pĂŽr ĂĄgua a ferver para cozer um ovo e sĂł depois perceber que nunca cheguei a colocar o ovo;
đŸ”č dificuldade em nomear objetos ou troca de palavras;
đŸ”č copiar informação no computador e, segundos depois, jĂĄ nĂŁo saber o que copiei, onde a ia colar — ou sequer que a ia colar.

Em alguns destes momentos, aquilo que sinto aproxima-se de uma perda transitória da memória de trabalho: a informação estå presente por instantes e, logo a seguir, parece desaparecer.

É difĂ­cil explicar isto apenas com expressĂ”es como “falhas de memĂłria”, “dificuldade de concentração” ou “brain fog”. Por isso quis mostrar como estas alteraçÔes aparecem, no meu caso, no quotidiano.

Estes vídeos não foram encenados. Registei situaçÔes reais à medida que aconteceram.

E talvez este testemunho ajude também a validar aquilo que tantos me dizem, emocionados, em consulta:

“Doutora, acho que estou com Alzheimer.”

Estas alteraçÔes podem ser profundamente assustadoras. Merecem ser ouvidas, valorizadas e devidamente enquadradas.

Este carrossel Ă© apenas o meu testemunho pessoal.
Em breve voltarei a este tema, que jå abordei anteriormente, com uma nova publicação sobre a parte científica das manifestaçÔes neurológicas e cognitivas associadas à doença celíaca.

💙 Partilha. Pode chegar a alguĂ©m que vive estas alteraçÔes em silĂȘncio e ainda nĂŁo consegue explicar o que lhe estĂĄ a acontecer.

Dra. Ana Pimenta 💙

25/09/2026

DOENÇA CELÍACA | HOSPITAL | PÓS-PARTO | GLÚTEN | SEGURANÇA ALIMENTAR

Depois de um dia inteiro a acompanhar pessoas com doença celíaca e sensibilidade ao trigo não celíaca, recebo uma triste notícia:

uma jovem com doença celíaca, no pós-parto imediato, recebeu uma refeição com trigo.

Numa pessoa com doença celĂ­aca, ingerir trigo nĂŁo Ă© simplesmente comer algo que “faz mal”. A exposição ao glĂșten pode desencadear uma resposta imunitĂĄria especĂ­fica, inflamação e sintomas gastrointestinais e extraintestinais, podendo contribuir para lesĂŁo da mucosa intestinal. E falamos, neste caso, do pĂłs-parto imediato — um perĂ­odo de enorme exigĂȘncia fĂ­sica, hormonal e metabĂłlica, acompanhado por um importante reajuste da resposta imunitĂĄria e inflamatĂłria materna. É precisamente numa fase de recuperação como esta que uma exposição evitĂĄvel ao glĂșten menos deveria acontecer.

SituaçÔes destas não devem passar em branco.

É importante comunicar, reclamar pelos canais prĂłprios e, sobretudo, deixar a ocorrĂȘncia registada por escrito.

Não se trata apenas daquele episódio. Trata-se de identificar onde falhou o circuito e contribuir para que a mesma situação não volte a acontecer com outra pessoa.

Na doença celĂ­aca, a dieta sem glĂșten nĂŁo Ă© uma preferĂȘncia alimentar.

É o tratamento.

E a segurança alimentar tambĂ©m faz parte dos cuidados de saĂșde.

📌 Se te acontecer uma situação semelhante, reclama e deixa tudo por escrito.

NĂŁo vamos normalizar aquilo que pode e deve ser prevenido.

Doença celĂ­aca, glĂșten e novos tratamentos: a celiacase Ă© mesmo uma nova esperança?Circulou uma notĂ­cia sobre a celiacas...
16/09/2026

Doença celĂ­aca, glĂșten e novos tratamentos: a celiacase Ă© mesmo uma nova esperança?

Circulou uma notĂ­cia sobre a celiacase, uma enzima experimental desenvolvida para degradar pĂ©ptidos imunogĂ©nicos do glĂșten ainda no ambiente do estĂŽmago.

Os resultados sĂŁo promissores, mas Ă© importante perceber onde estamos.

A celiacase foi testada em laboratĂłrio, num simulador digestivo, em biĂłpsias duodenais humanas ex vivo e em modelos animais.

Ex vivo significa que o tecido humano foi estudado fora do corpo, em laboratório. Não significa que pessoas com doença celíaca tenham recebido este tratamento.

Um modelo animal Ă© uma etapa prĂ©-clĂ­nica, geralmente em ratinhos, que ajuda a estudar mecanismos, segurança inicial e sinais de eficĂĄcia. Mas um modelo animal nĂŁo Ă© uma pessoa — sĂł os ensaios clĂ­nicos em humanos podem confirmar segurança e benefĂ­cio real.

Neste momento, a celiacase ainda não estå em ensaio clínico em pessoas. Estå numa fase pré-clínica.

E isto levanta uma pergunta importante:

Se um dia existirem terapĂȘuticas aprovadas para a doença celĂ­aca, que opção faria sentido para ti?

Uma terapĂȘutica regular, injectavel, talvez para toda a vida, para consumir glĂșten com mais liberdade?

Uma terapĂȘutica para ajudar a controlar consequĂȘncias da contaminação cruzada, injectĂĄvel, possivelmente com ação mais profunda no sistema imunitĂĄrio e necessidade de provar segurança a longo prazo?

Ou uma terapĂȘutica oral e pontual, para situaçÔes de maior risco — restaurantes nĂŁo certificados, casa de amigos, viagens ou fĂ©rias — como o conceito que se pretende explorar com enzimas como a celiacase?

Estas conversas fazem parte da vida real da doença celíaca: acontecem cå em casa, com o meu filho, nas consultas e também aqui, com quem me segue.

Por agora, a dieta sem glĂșten rigorosa continua a ser o Ășnico tratamento comprovado para a doença celĂ­aca.

A ciĂȘncia estĂĄ a avançar. Com esperança, sim. Mas tambĂ©m com espĂ­rito crĂ­tico.

Guarda para reler e partilha com quem vive com doença celíaca ou acompanha alguém celíaco.

Fontes no primeiro comentĂĄrio.

Nova terapĂȘutica na doença celĂ­aca: esperança, sim — mas com prudĂȘncia.O TEV ’408 Ă© um anticorpo monoclonal anti-IL-15. ...
14/09/2026

Nova terapĂȘutica na doença celĂ­aca: esperança, sim — mas com prudĂȘncia.

O TEV ’408 Ă© um anticorpo monoclonal anti-IL-15. Num ensaio de Fase 2a, 50 adultos com doença celĂ­aca receberam uma Ășnica dose de TEV ’408 ou placebo e, duas semanas depois, fizeram provocação com glĂșten durante 6 semanas.

O resultado principal foi positivo: a deterioração histológica foi significativamente menor com TEV ’408 (Vh:Cd −0,43 vs −0,88).

Outro dado chamou a atenção: os linfĂłcitos intraepiteliais (IEL), cĂ©lulas imunitĂĄrias envolvidas na lesĂŁo do epitĂ©lio, aumentaram +27,60 com placebo e apenas +0,37 com TEV ’408.

A Teva comunicou também pontuaçÔes de sintomas inferiores e refere que a dose foi bem tolerada, sem novos sinais de segurança até ao momento.

Mas sĂŁo apenas 50 participantes, uma Ășnica administração e resultados top-line, ainda sem publicação cientĂ­fica integral.

âžĄïž NĂŁo estĂĄ aprovado.
âžĄïž NĂŁo significa que uma pessoa celĂ­aca possa comer glĂșten.
âžĄïž NĂŁo demonstrou substituir a dieta sem glĂșten.
âžĄïž A lesĂŁo intestinal foi menor, mas nĂŁo desapareceu.

Tenho falado destas novas terapĂȘuticas com o meu filho, meus pacientes e tambĂ©m com quem me acompanha por aqui.

Se um dia tivermos vårias opçÔes, cada pessoa terå de formar a sua própria opinião, devidamente informada: que benefício esperaria de uma medicação? Quanto estaria disposta a interferir numa via do sistema imunitårio para reduzir a carga da doença e, eventualmente, alguns dos cuidados associados à alimentação?

No TEV ’408 ainda nĂŁo sabemos esse equilĂ­brio. A IL-15 participa tambĂ©m na função de cĂ©lulas NK e de populaçÔes CD8+, por isso a segurança de um bloqueio repetido ou prolongado serĂĄ essencial.

Duas perguntas que ficam:
đŸ”č O quase desaparecimento do aumento dos IEL reforça a IL-15 como alvo causal na doença?
đŸ”č O bloqueio repetido da IL-15 poderĂĄ ter consequĂȘncias sobre cĂ©lulas NK/CD8 que sĂł apareçam em estudos maiores e mais longos?

É promissor. Mas a esperança deve caminhar sempre com ciĂȘncia e prudĂȘncia.

Fonte: Teva, resultados top-line de Fase 2a, 02/09/2026; NCT06807463.

Doença celĂ­aca ‱ viver sem glĂșten 💙 o que gostava que soubessesHĂĄ uma parte da doença celĂ­aca que nem sempre se vĂȘ.É per...
12/09/2026

Doença celĂ­aca ‱ viver sem glĂșten 💙 o que gostava que soubesses

HĂĄ uma parte da doença celĂ­aca que nem sempre se vĂȘ.

É perguntar mais uma vez.
É confirmar ingredientes e preparação.
É recusar quando não há segurança suficiente.
É pensar antecipadamente em refeiçÔes, viagens, festas ou imprevistos.
É lidar com uma exposição acidental e com aquilo que cada pessoa sente depois.

Com o tempo, muitas destas decisÔes tornam-se parte da rotina. E talvez por isso, para quem olha de fora, tudo possa parecer simples.

Mas parecer simples não significa que seja fåcil. A percepção é para muitos de baixa qualidade de vida e os estudos sobre este ùmbito assim o mostram.

A dieta sem glĂșten nĂŁo Ă© uma preferĂȘncia alimentar. É o tratamento da doença celĂ­aca — e viver com ela implica muito mais do que simplesmente “nĂŁo comer pĂŁo”.

Este carrossel é também para quem estå ao lado de uma pessoa celíaca: família, amigos, colegas, professores, restaurantes.

NĂŁo Ă© preciso saber tudo. Às vezes, basta ouvir, acreditar e respeitar quando alguĂ©m diz que algo nĂŁo Ă© seguro.

💬 E tu? O que gostavas que as outras pessoas soubessem sobre viver com doença celíaca?

Conta-me nos comentĂĄrios. Talvez aquilo que escreves seja exatamente o que outra pessoa precisava de conseguir explicar.

Guarda este post e partilha-o com alguĂ©m que gostarias que compreendesse um pouco melhor esta realidade. 💙

CĂĄ em casa, jĂĄ sĂŁo 14 anos a pensar em lanches sem glĂșten. 💙E, ao fim deste tempo, hĂĄ uma coisa que aprendi: nĂŁo precisa...
11/09/2026

CĂĄ em casa, jĂĄ sĂŁo 14 anos a pensar em lanches sem glĂșten. 💙

E, ao fim deste tempo, hĂĄ uma coisa que aprendi: nĂŁo precisamos de inventar uma lancheira perfeita todos os dias.

Precisamos de opçÔes simples, seguras, variadas e que as crianças realmente comam.

No regresso Ă s aulas, Ă© fĂĄcil cair sempre nas alternativas mais prĂĄticas: bolachas, madalenas, cereais muito refinados, leite achocolatado ou outros snacks sem glĂșten.

Mas “sem glĂșten” nĂŁo significa automaticamente “boa escolha para todos os dias”.

Aqui em casa, tento voltar ao bĂĄsico sempre que possĂ­vel:

🍎 fruta
đŸ„› leite ou iogurte com baixo teor de açĂșcares
🧀 queijo
đŸ„š ovo cozido, devidamente refrigerado
đŸ„œ uma pequena porção de frutos secos
đŸ„• cenoura e outros hortĂ­colas
đŸ„– pĂŁo sem glĂșten
đŸ„Ł granola sem adição de açĂșcar
🧇 waffles ou panquecas caseiras

Sem proibiçÔes. Sem dramatizar.

A ideia é que os produtos mais açucarados e refinados sejam uma exceção e não a base da lancheira.

E, quando falamos de doença celĂ­aca, hĂĄ ainda uma regra que nunca muda: alĂ©m de nutritivo, o lanche tem de ser seguro e sem contacto cruzado com glĂșten.

Depois de 14 anos, continuo a achar que o melhor lanche Ă© aquele que conseguimos preparar no mundo real — e repetir no dia seguinte. 💙

Guarda este carrossel para aqueles dias em que jå não sabes o que pÎr na lancheira. E envia a outra família que também vive este desafio.

Uma criança com doença celíaca nem sempre parece doente. 💙A imagem clássica — diarreia persistente, barriga distendida, ...
10/09/2026

Uma criança com doença celíaca nem sempre parece doente. 💙

A imagem clássica — diarreia persistente, barriga distendida, dificuldade em ganhar peso ou crescimento comprometido — existe. Mas a doença celíaca pode apresentar-se de muitas outras formas.

Por vezes, a pista estĂĄ numa anemia por deficiĂȘncia de ferro, num crescimento mais lento, em aftas recorrentes, alteraçÔes do esmalte dentĂĄrio, transaminases elevadas ou baixa mineralização Ăłssea.

E mesmo quando existem sintomas digestivos, nem sempre hå diarreia: dor ou distensão abdominal, nåuseas, vómitos e obstipação também podem fazer parte da apresentação.

HĂĄ ainda crianças sem sintomas evidentes, nas quais a suspeita surge por pertencerem a grupos com maior risco, como familiares de primeiro grau de pessoas com doença celĂ­aca, crianças com diabetes tipo 1, doença autoimune da tiroide, deficiĂȘncia de IgA ou algumas sĂ­ndromes genĂ©ticas.

⚠ Suspeitar nĂŁo Ă© diagnosticar.
Se houver indicação para investigar doença celĂ­aca, nĂŁo se deve retirar o glĂșten da alimentação antes dos exames, porque isso pode alterar os resultados.

A avaliação inicial inclui habitualmente anti-transglutaminase IgA + IgA total, e o percurso diagnóstico depende dos resultados e deve ser orientado pelo médico.

A doença celĂ­aca nem sempre se vĂȘ.
É preciso saber quando pensar nela.

📌 Guarda este carrossel e partilha com pais, familiares, professores ou profissionais que acompanham crianças.

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