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🤍 Um espaço para sentir, sorrir, pensar e partilhar.

🌷 Porque a vida merece ser vivida e contada, sempre com um sorriso.

🌿 A VIDA TAMBÉM ACONTECE NOS DIAS EM QUE NÃO FAZEMOS NADA DE ESPECIAL🌿Há domingos em que acordamos com vontade de fazer ...
25/10/2026

🌿 A VIDA TAMBÉM ACONTECE NOS DIAS EM QUE NÃO FAZEMOS NADA DE ESPECIAL🌿

Há domingos em que acordamos com vontade de fazer mil coisas.

Sair, passear, visitar alguém, aproveitar o dia até ao último minuto.

E depois há aqueles domingos em que a nossa maior ambição é beber um café descansadamente, sem olhar para o relógio.

Confesso que, com o passar dos anos, tenho aprendido a gostar cada vez mais destes pequenos momentos.

Da casa sossegada.

De uma conversa que se prolonga sem pressas.

De uma refeição simples, preparada com calma.

Do meu Cookie aconchegado por perto, como se também ele soubesse que o domingo merece outro ritmo. 🐾

E dou por mim a pensar como, tantas vezes, sentimos necessidade de preencher os nossos dias.

Parece que temos de sair, visitar, organizar, produzir, aproveitar…

Como se f**ar em casa, sem grandes planos, fosse desperdiçar uma oportunidade.

E depois chega a segunda-feira e alguém pergunta:

«Então, que fizeste no fim de semana?»

E nós quase sentimos necessidade de apresentar um relatório de atividades!

Mas será que precisamos mesmo de ter sempre alguma coisa extraordinária para contar?

Será que um dia tranquilo, em que não aconteceu praticamente nada, não pode ser também um dia muito bem vivido?

Eu acho que sim.

Aliás, começo a acreditar que algumas das melhores coisas da vida acontecem precisamente quando deixamos de estar tão preocupados em fazer acontecer.

Quando nos sentamos um bocadinho mais à mesa.

Quando ouvimos uma música de que gostamos.

Quando abrimos uma janela e sentimos o ar fresco.

Quando temos tempo para conversar com quem está ao nosso lado.

Ou quando, simplesmente, não nos apetece fazer nada… e não fazemos!

Claro que nem todos os domingos são assim.

Há quem trabalhe, quem tenha uma casa inteira para organizar, quem passe o dia entre compromissos e responsabilidades.

E há também quem sinta os domingos com alguma melancolia.

Porque a casa está mais silenciosa.

Porque sente falta de alguém.

Ou porque o pensamento já começou a viajar para as preocupações da semana seguinte.

Nem sempre o domingo é aquele dia perfeito que vemos nas fotografias.

E também não precisa de ser.

A vida real não é feita apenas de momentos especiais. É feita, sobretudo, de dias comuns.

Dias em que não acontece nada digno de uma fotografia.

Dias em que não temos novidades para contar.

Dias em que a felicidade aparece discretamente, sem fazer barulho.

E talvez uma das coisas boas da maturidade seja precisamente esta:

Aprendermos a reconhecer o valor daquilo que antes nos parecia demasiado simples.

Percebermos que estar em paz também é uma forma de aproveitar a vida.

Que descansar não é perder tempo.

Que não precisamos de transformar todos os domingos numa ocasião memorável.

Porque, às vezes, aquilo de que mais precisamos não é de mais um programa, mais uma saída ou mais uma obrigação.

É de um bocadinho de tempo que seja verdadeiramente nosso.

Sem horários apertados.

Sem expectativas.

Sem a sensação de que devíamos estar a fazer outra coisa.

Hoje, enquanto saboreio o meu café, apetece-me deixar-vos este pensamento:

Não precisamos de viver um dia extraordinário para termos um dia feliz.

Às vezes, basta que seja um dia nosso.

Com as pessoas de quem gostamos, com as pequenas coisas que nos fazem bem e com a tranquilidade de não termos de provar nada a ninguém.

E se amanhã alguém perguntar:

«Então, que fizeste ontem?»

Talvez a resposta mais bonita seja simplesmente:

«Nada de especial… e soube-me tão bem!» ☕🤍

E vocês? Gostam de domingos cheios de planos ou também aprenderam a apreciar aqueles em que não acontece nada de especial?

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Paula Violette🌷

👩‍🍳 ADORO COZINHAR… MAS TAMBÉM GOSTAVA DE SER CONVIDADA PARA JANTAR! 😄❤️Há programas de televisão que vemos para passar ...
22/10/2026

👩‍🍳 ADORO COZINHAR… MAS TAMBÉM GOSTAVA DE SER CONVIDADA PARA JANTAR! 😄❤️

Há programas de televisão que vemos para passar o tempo. E depois há aqueles que esperamos com um entusiasmo especial!

Pois bem, este sábado regressa o MasterChef Portugal e eu já estou à espera!

Confesso que sou uma apaixonada por programas de culinária. Portugueses, estrangeiros, concursos, demonstrações… Se há tachos, panelas, ingredientes e alguém a inventar na cozinha, é muito provável que eu esteja a assistir!

Gosto de descobrir novas receitas, perceber como se combinam determinados sabores, aprender um truque diferente ou uma forma de temperar aquele ingrediente que já cozinhei dezenas de vezes.

E esta paixão não f**a apenas na minha cozinha!

Ao longo do tempo, fui criando os meus próprios cantinhos dedicados à culinária, onde posso partilhar este gosto com outras pessoas:

🍲 Na Cozinha com Violette
🥗 Low Carb with Violette
🥢 Sabores do Oriente
🌱 Veggie&Vegan
🥣 Sopas&Caldinhos

Cinco espaços diferentes, mas unidos pelo mesmo prazer: descobrir sabores, trocar ideias, partilhar receitas e aprender uns com os outros.

E, já agora, aproveito para deixar o convite: se também gostam destas aventuras culinárias, serão muito bem-vindos aos meus grupos! Há sempre espaço para mais alguém à nossa mesa.

E depois há aquele momento maravilhoso em que vejo uma receita na televisão e penso:

«Olha, isto até era capaz de f**ar bem cá em casa!»

Claro que, entre aquilo que os grandes chefs fazem na televisão e aquilo que conseguimos reproduzir numa cozinha onde também há roupa para tratar, horários para cumprir e uma família para alimentar, às vezes vai uma grande distância!

Mas a inspiração f**a.

Sempre gostei de cozinhar.

Gosto de escolher os ingredientes, de preparar uma refeição com carinho, de experimentar sabores e, sobretudo, de ver as pessoas à mesa a apreciarem aquilo que fiz.

Porque cozinhar também é uma forma de demonstrar amor.

É lembrar-nos de como alguém gosta de determinado prato.

É preparar aquela comida especial porque sabemos que vai fazer alguém sorrir.

É acrescentar um bocadinho mais de cuidado a uma refeição que podia ser perfeitamente banal.

Mas também vos digo uma coisa…

Há dias em que a minha criatividade culinária está ao nível de um concorrente do MasterChef. E há outros em que a minha maior ambição é descobrir quem vai tratar do jantar!

Porque uma coisa é cozinhar por prazer.

Outra é chegar ao fim de um dia cansativo e perceber que, mais uma vez, alguém tem de decidir o que se vai comer.

E lá vem a pergunta:

«O que é que fazemos hoje para o jantar?»

Uma pergunta tão simples, mas que, depois de um dia cheio, às vezes parece a prova de eliminação mais difícil de todas!

E sabem o que seria realmente maravilhoso?

Chegar a casa, encontrar a mesa posta e ouvir:

«Hoje senta-te. O jantar está por minha conta!»

Nem precisava de ser uma receita sofisticada.

Não precisava de empratamento digno de televisão, nem de ingredientes que mal conseguimos pronunciar.

Podia ser uma sopa, uma massa, uma omelete ou qualquer coisa simples.

Porque, naquele momento, o mais importante nem seria a comida.

Seria o gesto.

A sensação de que alguém pensou em nós, teve a iniciativa e quis proporcionar-nos aquele pequeno descanso.

E isto não é apenas uma questão de mulheres ou de homens. É uma questão de partilha, de atenção e de reciprocidade.

A cozinha pode ser um lugar maravilhoso de criatividade, convívio e afeto. Mas é ainda melhor quando o prazer e a responsabilidade não f**am sempre do mesmo lado.

Por isso, este sábado vou assistir ao MasterChef com o entusiasmo de sempre, pronta para aprender mais uns truques e, quem sabe, descobrir a inspiração para a próxima refeição cá de casa.

Mas deixo aqui uma sugestão para uma prova especial:

Que tal um MasterChef em que quem cozinha todos os dias passa diretamente para o lugar de jurado?

Sentadinhos, a provar, a apreciar e, no final, a dizer:

«Está muito bom! Pode passar à próxima fase!»

Porque cozinhar com amor é maravilhoso.

Mas sermos nós a receber esse amor, de vez em quando, também sabe muito bem!

E por aí, quem costuma ser o chef de serviço? E quem gostava de trocar o avental por um lugar à mesa? 😄🍷

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Paula Violette🌷

🌿 DESTRALHAR A CASA… E, JÁ AGORA, UM BOCADINHO DA VIDA!Ultimamente tenho andado numa missão que, confesso, me está a dar...
18/10/2026

🌿 DESTRALHAR A CASA… E, JÁ AGORA, UM BOCADINHO DA VIDA!

Ultimamente tenho andado numa missão que, confesso, me está a dar um certo prazer: destralhar o guarda-roupa! 😄

Comecei a separar roupa que já não uso, peças que continuam bonitas, em bom estado, mas que há muito deixaram de fazer parte do meu dia a dia.

Algumas ainda tinham aquela desculpa clássica:

«Um dia destes posso voltar a precisar disto!»

Outras estavam guardadas porque tinham custado dinheiro, porque gostava muito delas ou simplesmente porque me habituei a vê-las ali.

E lá continuavam.

Ano após ano.

A ocupar espaço, enquanto eu insistia em dizer que não tinha nada para vestir! 😂

Entretanto, comecei a vender algumas dessas peças.

E descobri uma satisfação inesperada em saber que aquilo que já não me fazia falta podia ganhar uma segunda vida nas mãos de outra pessoa.

Mas, enquanto organizava a roupa, dei por mim a pensar numa coisa…

Se conseguimos perceber que há peças que já não fazem sentido no nosso guarda-roupa, porque será tão difícil reconhecer que também existem coisas na nossa vida que já não precisamos de continuar a carregar?

E não estou a falar apenas de objetos.

Estou a falar de preocupações antigas.

De culpas que insistimos em guardar.

De expectativas que já não correspondem à pessoa que somos hoje.

De hábitos que mantemos por costume.

Daquela necessidade de ter sempre tudo controlado.

E até de determinadas opiniões dos outros, que continuamos a levar demasiado a sério.

É curioso como conseguimos encher armários, gavetas e arrecadações…

Mas também conseguimos encher a cabeça!

Guardamos conversas que já terminaram.

Revivemos situações que não podemos alterar.

Preocupamo-nos com coisas que talvez nunca venham a acontecer.

E, sem darmos por isso, vamos acumulando uma bagagem que ninguém vê, mas que sentimos.

Claro que nem tudo deve ser descartado.

Há memórias que merecem f**ar.

Há relações que precisam de atenção, não de distância.

Há responsabilidades que não desaparecem só porque gostaríamos de ter menos preocupações.

Desapegar não é deitar tudo fora. É aprender a distinguir aquilo que ainda tem valor daquilo que apenas continua a ocupar espaço.

E talvez seja precisamente essa a parte mais difícil.

Porque, com a roupa, basta abrir o armário e começar a escolher.

Com a vida, as coisas não são assim tão simples.

Há decisões que precisam de tempo.

Há sentimentos que não se arrumam numa tarde.

E há situações que só conseguimos deixar para trás quando finalmente fazemos as pazes com elas.

Mas podemos começar pelas pequenas coisas.

Deixar de guardar objetos por obrigação.

Deixar de alimentar preocupações que não conseguimos resolver.

Deixar de exigir de nós próprios aquilo que já não faz sentido.

E, sobretudo, deixar de acreditar que temos de conservar tudo só porque um dia fez parte da nossa vida.

Uma coisa pode ter sido importante no passado e já não ter lugar no presente.

Isso não lhe retira o valor que teve.

Apenas signif**a que seguimos em frente.

Hoje, quando vejo uma peça de roupa sair cá de casa para ganhar uma nova vida, sinto que não estou apenas a libertar uma prateleira.

Estou também a aprender, aos poucos, a olhar para aquilo que guardo com outros olhos.

E confesso que ainda tenho muito que destralhar! 😅

Na roupa, nas gavetas, nos pensamentos e, provavelmente, naquela famosa caixa onde guardamos coisas que nem sabemos bem para que servem!

Mas há uma ideia que quero levar comigo:

Nem tudo o que acumulamos nos acrescenta alguma coisa.

Às vezes, ter menos é simplesmente abrir espaço para viver melhor com aquilo que realmente importa.

E agora deixo-vos uma pergunta:

Se hoje pudessem destralhar uma coisa da vossa vida, que não fosse roupa nem qualquer outro objeto, o que escolheriam deixar para trás? 🤍

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Paula Violette 🌷

🌿 HÁ COISAS QUE, COM A IDADE, DEIXAMOS DE TER PACIÊNCIA PARA ATURAR! 🌿E ainda bem! 😄Há uns anos, talvez me preocupasse m...
15/10/2026

🌿 HÁ COISAS QUE, COM A IDADE, DEIXAMOS DE TER PACIÊNCIA PARA ATURAR! 🌿

E ainda bem! 😄

Há uns anos, talvez me preocupasse mais com aquilo que os outros pensavam.

Tentava explicar-me melhor, justif**ar determinadas decisões, evitar desagradar e, muitas vezes, acabava por entrar em conversas que não me levavam a lado nenhum.

Hoje?

Hoje já não tenho a mesma disponibilidade para certas coisas.

E não estou a falar de falta de educação, de arrogância ou de achar que tenho sempre razão.

Estou a falar daquela mudança que acontece quando começamos a perceber que nem tudo merece a nossa atenção.

Há conversas que já sabemos como vão acabar.

Há discussões que não precisam de um vencedor.

Há opiniões que podemos ouvir sem sentir necessidade de contrariar.

E há pessoas que continuam a fazer exatamente as mesmas perguntas, mesmo depois de já lhes termos dado todas as respostas. 😅

Antigamente, ainda tentava explicar mais uma vez.

Hoje, muitas vezes, sorrio e penso:

«Está bem. F**a lá com a tua ideia, que eu fico com o meu sossego!»

E sigo a minha vida.

Também deixei de sentir tanta necessidade de justif**ar algumas escolhas.

Se não me apetece ir, não vou.

Se não concordo, não tenho de fingir que concordo.

Se alguém não gosta de determinada decisão minha, posso respeitar a sua opinião sem mudar a minha.

Claro que continuo a ouvir, a aprender e, quando é preciso, a reconhecer que estou errada.

Ter mais idade não signif**a saber tudo. Signif**a, talvez, perceber melhor aquilo que não vale a pena transformar num problema.

E há uma diferença enorme entre perder a paciência e aprender a escolher onde a usamos.

Porque continuo a ter paciência para uma boa conversa.

Para ouvir alguém que precisa.

Para ensinar, ajudar, compreender e até mudar de opinião.

O que já não me entusiasma tanto são os pequenos jogos, as indiretas, as complicações desnecessárias e aquela mania de transformar uma coisa simples num verdadeiro acontecimento nacional! 😂

A vida já tem desafios suficientes.

Não precisamos de inventar mais alguns.

E se há uma vantagem em acumular aniversários, talvez seja esta:

Começamos a perceber que não temos de responder a tudo, participar em tudo ou agradar a toda a gente.

Podemos simplesmente escolher.

Escolher as conversas que nos acrescentam alguma coisa.

As pessoas com quem gostamos verdadeiramente de estar.

As situações que merecem o nosso envolvimento.

E até os momentos em que o melhor comentário é não fazer comentário nenhum.

Não é indiferença. É discernimento.

Continuo a gostar de pessoas, de conversar, de rir e de partilhar opiniões.

Só já não sinto necessidade de entrar em todas as discussões para provar que tenho uma.

E, convenhamos…

Há uma certa satisfação em chegar a uma fase da vida em que conseguimos dizer, com toda a tranquilidade:

«Sabes que mais? Não vale a pena!» 😄

E ir beber um café.

Porque, às vezes, um bom café sabe muito melhor do que ter a última palavra. ☕🤍

E por aí? Também há coisas para as quais já não têm a mesma paciência?

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Paula Violette 🌷

🌿 ÀS VEZES, SÓ FALTAVA UMA OPORTUNIDADEHá momentos em que os nossos filhos nos surpreendem.Não porque façam alguma coisa...
11/10/2026

🌿 ÀS VEZES, SÓ FALTAVA UMA OPORTUNIDADE

Há momentos em que os nossos filhos nos surpreendem.

Não porque façam alguma coisa extraordinária, mas porque, de repente, começamos a descobrir neles capacidades que até então pouco conhecíamos.

E é curioso perceber como isso acontece.

Durante anos acompanhamos o seu crescimento. Conhecemos as suas inseguranças, as dificuldades, aquilo que os entusiasma e até as situações em que precisam de um empurrãozinho para avançar.

Achamos que os conhecemos tão bem…

Até que um dia surge um desafio diferente.

Um convite.

Uma responsabilidade.

Alguém que lhes diz: “Gostávamos que fizesses parte disto.”

E alguma coisa desperta.

Foi precisamente isso que comecei a observar recentemente numa das minhas filhas.

Foi convidada para integrar uma lista da sua escola e, desde então, tenho assistido a uma transformação que me tem deixado particularmente feliz.

De repente, vejo-a cheia de ideias.

A pesquisar, a procurar soluções, a pensar em iniciativas, a tentar conseguir apoios, a preocupar-se com os pequenos pormenores.

Pergunta-me o que acho.

Se determinada ideia resulta.

Se poderia fazer alguma coisa de outra maneira.

E, muitas vezes, antes de eu acabar de responder, já está a pensar numa alternativa. 😄

Mas o que mais me surpreende não é a quantidade de ideias.

É a vontade que ela tem de fazer acontecer.

Aquela menina que tantas vezes precisou de orientação e de alguém que lhe transmitisse segurança está agora a descobrir o prazer de tomar iniciativas e assumir responsabilidades.

E eu vou observando.

Aconselho quando me pede.

Ajudo no que posso.

Dou a minha opinião.

Mas procuro não fazer por ela aquilo que ela própria está a aprender a fazer.

Porque esta experiência pertence-lhe.

E é importante que assim seja.

Há uns dias dei por mim a pensar que, se esta oportunidade não tivesse surgido, talvez eu ainda não tivesse descoberto este lado tão determinado da minha filha.

E ela própria talvez também não.

Quantas capacidades existirão dentro de nós à espera de uma oportunidade para se revelarem?

Quantos jovens são considerados pouco participativos quando, na verdade, ainda não encontraram alguma coisa que os entusiasme?

Quantas pessoas passam anos a acreditar que não têm jeito para liderar, organizar ou comunicar, simplesmente porque nunca foram desafiadas a experimentar?

Às vezes, basta alguém confiar.

Convidar.

Dar espaço.

Permitir que se tente.

E aceitar que, pelo caminho, também se cometam erros.

Porque a confiança não nasce apenas dos elogios que recebemos.

Nasce também da descoberta de que somos capazes de fazer coisas que nunca tínhamos feito.

Não sei se esta experiência vai despertar na minha filha o gosto pelo associativismo, se continuará a procurar desafios semelhantes ou se, daqui a algum tempo, seguirá interesses completamente diferentes.

E, sinceramente, isso não é o mais importante.

O que me importa é vê-la entusiasmada.

Ver que tem objetivos.

Que procura aprender.

Que começa a acreditar mais nas suas próprias capacidades.

E perceber que está a descobrir uma versão de si própria que ainda não conhecia.

Enquanto mãe, há qualquer coisa de muito especial nisto.

Passamos tantos anos a ensinar os nossos filhos a dar os primeiros passos que, às vezes, quase nos esquecemos de que chegará o momento em que teremos de os deixar descobrir os caminhos por onde querem andar.

Continuaremos por perto.

Mas já não precisaremos de lhes indicar cada direção.

E talvez seja esse um dos momentos mais bonitos de os ver crescer.

Quando percebemos que já não estão apenas a aprender connosco. Estão a começar a surpreender-nos com aquilo que conseguem fazer sozinhos.

Hoje olho para a minha filha e sinto orgulho.

Mas sinto também curiosidade.

Curiosidade por descobrir tudo aquilo que ela ainda poderá vir a ser.

Porque, afinal, há capacidades que não aparecem quando procuramos por elas. Aparecem quando a vida nos dá uma oportunidade de as colocar à prova.

E às vezes, para alguém começar a acreditar mais em si próprio, basta que outra pessoa tenha acreditado primeiro. 🤍🌿

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Paula Violette🌷

🌧️ HÁ NOITES EM QUE A CHUVA NOS EMBALAO outono chegou.E com ele regressam os dias mais curtos, as primeiras camisolas qu...
08/10/2026

🌧️ HÁ NOITES EM QUE A CHUVA NOS EMBALA

O outono chegou.

E com ele regressam os dias mais curtos, as primeiras camisolas quentinhas, as mantas no sofá e aquela vontade de f**ar mais um bocadinho em casa.

Regressa também um cheiro de que gosto particularmente.

O cheiro da terra molhada depois das primeiras chuvas.

Não sei explicar muito bem porquê, mas há qualquer coisa de reconfortante naquele cheiro. Como se a natureza estivesse a mudar de ritmo e nos convidasse a fazer o mesmo.

E depois há o som da chuva.

Aquela chuva tranquila, que cai durante a noite, bate suavemente na janela e parece tornar a casa ainda mais acolhedora.

Cá em casa, as minhas filhas adoram adormecer ao som da chuva.

E quando não chove?

Vão ao YouTube, procuram uma gravação e deixam-na a tocar durante a noite.

Acho curioso.

Temos tantas tecnologias, tantas distrações, tantos sons à nossa disposição… e, na hora de descansar, acabamos por procurar os mais simples.

A chuva a cair.

As ondas do mar.

A água de um ribeiro.

O vento a passar pelas árvores.

Os passarinhos a chilrear.

Sons que sempre existiram, muito antes de inventarmos todas as formas de entretenimento que hoje nos rodeiam.

E talvez isto diga alguma coisa sobre a maneira como vivemos.

Passamos os dias rodeados de ruído.

O despertador toca.

O telemóvel recebe mensagens.

Há telefonemas para atender, pessoas a chamar, horários para cumprir, decisões para tomar e preocupações que nem sempre f**am à porta quando chegamos a casa.

Vivemos num ritmo tão acelerado que, por vezes, até quando finalmente nos sentamos continuamos com a cabeça a trabalhar.

E depois chega a noite.

Apagamos a luz.

Pousamos o telemóvel.

E descobrimos que o corpo está cansado, mas a cabeça ainda não percebeu que o dia terminou.

Talvez seja por isso que cada vez mais pessoas procuram estes pequenos ambientes sonoros para relaxar e adormecer.

Não porque a chuva resolva os problemas.

Nem porque o som do mar faça desaparecer as preocupações.

Mas porque, durante aqueles minutos, podemos simplesmente ouvir.

Sem responder.

Sem decidir.

Sem ter de fazer absolutamente nada.

Talvez não seja de silêncio que precisamos para descansar. Talvez seja de sons que não nos peçam nada.

E gosto de pensar que o outono nos recorda um pouco essa necessidade de abrandar.

Não precisamos de gostar dos dias cinzentos, nem de achar maravilhosa a chuva quando temos de sair de casa a correr para o trabalho.

Mas podemos aprender a apreciar os pequenos momentos que esta estação nos oferece.

Uma bebida quente.

Uma manta confortável.

O cheiro da chuva.

Uma janela embaciada.

E aquela sensação tão boa de estarmos finalmente em casa, depois de um dia cheio.

Às vezes, a tranquilidade não está em fazer uma grande mudança na nossa vida.

Está apenas em encontrar um momento em que o mundo parece baixar o volume.

Esta noite, se chover, talvez fique mais uns minutos a ouvir.

Sem televisão.

Sem música.

Sem pressa de preencher o silêncio.

Apenas a chuva.

Porque há noites em que não precisamos que aconteça mais nada.

Precisamos apenas que o dia termine devagar.

E que, por uns instantes, a nossa cabeça consiga descansar ao mesmo ritmo que o corpo.

Afinal, há sons que não servem para nos despertar.

Servem para nos embalar. 🤍🌧️

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Paula Violette🌷

🌧️ HOJE NÃO ME APETECE TER PRESSA🌧Há dias que parecem pedir menos de nós.Talvez seja a chuva.O céu cinzento.Aquela vonta...
06/10/2026

🌧️ HOJE NÃO ME APETECE TER PRESSA🌧

Há dias que parecem pedir menos de nós.

Talvez seja a chuva.

O céu cinzento.

Aquela vontade de f**ar mais cinco minutos no sofá, beber o café devagar e adiar tudo o que puder esperar.

Hoje está um desses dias.

E, por acaso, não me apetece lutar contra ele. 😄

Há coisas para fazer? Há.
Há responsabilidades? Também.

Mas entre uma coisa e outra, vou permitir-me alguma preguiça.

Sem culpa.

Porque nem todos os dias têm de ser produtivos, extraordinários ou cheios de coisas para contar.

Alguns dias podem simplesmente ser… dias.

Com chuva lá fora.

Um café quente.

Talvez uma manta.

E a maravilhosa sensação de não ter de transformar cada minuto em alguma coisa útil.

Hoje vou fazer o que tiver de fazer.

O resto pode esperar que passe a trovoada. 😉🌧️

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Paula Violette 🌷

🌿 OS PLANOS QUE A VIDA NÃO CUMPRIU🌿Quando tinha 20 anos, como quase toda a gente, imaginava o meu futuro.Não necessariam...
04/10/2026

🌿 OS PLANOS QUE A VIDA NÃO CUMPRIU🌿

Quando tinha 20 anos, como quase toda a gente, imaginava o meu futuro.

Não necessariamente ao pormenor, mas havia uma ideia de como seria a minha vida.

O que faria.

Onde estaria.

As pessoas que fariam parte dela.

As coisas que gostaria de conquistar.

Naquela idade fazemos planos com uma convicção engraçada.
Achamos que estamos a decidir o futuro.

Só ainda não sabemos que o futuro também vai decidir muita coisa por nós.

Depois a vida começa realmente a acontecer.

E há planos que se cumprem.
Outros que f**am pelo caminho.
Há coisas pelas quais lutámos muito e que nunca conseguimos.
E há outras que chegaram sem terem sido sequer convidadas.

Pessoas.

Oportunidades.

Mudanças.

Problemas.

Recomeços.

E, quando passam muitos anos, acontece uma coisa curiosa.

Olhamos para a vida que temos e percebemos que algumas das coisas mais importantes dela nunca fizeram parte do plano inicial.
Talvez seja essa a parte que mais me surpreende.

Porque é fácil olhar para aquilo que não aconteceu e pensar:

“Eu imaginava a minha vida de outra maneira.”

Mas raramente fazemos o exercício contrário.

Quantas coisas boas existem hoje na nossa vida que nunca imaginámos que existiriam?

Quantas pessoas não conheceríamos se tudo tivesse acontecido exatamente como planeámos?

Quantos caminhos nunca teríamos experimentado?

Quantas decisões diferentes não teríamos tomado?

Até nós próprios.

Será que seríamos exatamente a mesma pessoa se todos os nossos planos tivessem resultado?

Provavelmente não.

Porque também fomos sendo construídos pelas mudanças de direção.

Pelos nãos.
Pelos imprevistos.
Pelas vezes em que tivemos de parar e pensar:
“Está bem. Então agora vou por aqui.”

E isto não signif**a que todos os imprevistos tenham sido bons.

Não foram.

Há coisas que teríamos preferido não viver.

Há planos que ainda hoje gostaríamos que tivessem resultado.

E não precisamos de transformar tudo numa lição bonita só porque já passou.

Mas há uma coisa que o tempo nos permite perceber:
uma vida diferente daquela que imaginámos não é necessariamente uma vida pior.

É simplesmente a vida que foi acontecendo enquanto nós tentávamos vivê-la.

Hoje continuo a fazer planos.

Ainda gosto de saber o que vou fazer amanhã, na próxima semana ou daqui a alguns meses.
Continuo a desejar coisas.
Continuo a imaginar outras.

Só já não escrevo o futuro com a mesma certeza.

Talvez a idade nos ensine precisamente isso:
a fazer planos a lápis.
Para podermos apagar.
Acrescentar.
Mudar uma data.
Trocar um destino.
Começar outra vez.

E deixar algum espaço em branco para aquilo que ainda não sabemos que vai chegar.

Porque, olhando para trás, percebo que a vida não aconteceu exatamente como tinha imaginado.

Ainda bem em algumas coisas.
Infelizmente noutras.
Mas aconteceu.
E trouxe-me até aqui.

Por isso hoje não perguntaria à pessoa que fui aos 20 anos se os planos dela se cumpriram.
Perguntaria outra coisa:

“Se eu te mostrasse a vida que tenho hoje, imaginavas que tantos dos capítulos mais importantes nem sequer estavam nos teus planos?”

Provavelmente não.

Eu também não. 🤍

Always with a Smile 🌿
Paula Violette 🌷

🌿 HÁ CONSELHOS QUE FICAM PARA A VIDA🌿Há cerca de cinco anos, depois de ter tido Covid, fui fazer uma avaliação de saúde....
01/10/2026

🌿 HÁ CONSELHOS QUE FICAM PARA A VIDA🌿

Há cerca de cinco anos, depois de ter tido Covid, fui fazer uma avaliação de saúde.

Foi aí que descobri que tinha diabetes.

Não estava à espera.

Não tinha sentido a doença chegar. Não tinha percebido os sinais. E, de repente, havia uma palavra nova na minha vida que eu sabia que não desapareceria no dia seguinte.

Diabetes.

Lembro-me da confusão.

Lembro-me de tentar perceber porquê.

Lembro-me de pensar: “Mas eu nem sou uma pessoa de doces…”

Porque também eu acreditava naquela ideia tão comum de que a diabetes estava essencialmente ligada ao açúcar e aos doces.

E, sobretudo, lembro-me de me sentir desnorteada.

Quando recebemos um diagnóstico destes, entregam-nos um nome.

Mas nós precisamos de aprender tudo o que vem depois dele.

E agora?

O que posso comer?

O que tenho de mudar?

Como vou fazer isto?

Como será a minha vida daqui para a frente?

E foi nessa altura que tive uma coisa que hoje reconheço como absolutamente preciosa:
tive as pessoas certas ao meu lado.

Pessoas que não se limitaram a dizer-me aquilo que eu não devia fazer.

Ensinaram-me.

Explicaram-me a alimentação, os hidratos de carbono, as quantidades, as escolhas, os cuidados.

Ensinaram-me, no fundo, a comer novamente.

Mas desta vez conhecendo melhor aquilo que estava a colocar no prato e aquilo que acontecia no meu corpo.

Deram-me conselhos.

Deram-me indicações.

Deram-me informação.

Na altura talvez fossem apenas orientações para alguém que acabava de descobrir uma doença.

Hoje sei que eram informações de ouro.

E há uma coisa que talvez diga melhor do que qualquer outra o quanto foram importantes para mim:
essas indicações continuam presas no meu frigorífico.

Cinco anos depois.

Continuam lá.

Algumas coisas já nem preciso de ler. Sei-as de cor. Entraram na minha rotina, nas minhas escolhas, na maneira como preparo uma refeição e na forma como aprendi a viver com a diabetes.

Mas nunca as tirei dali.

Talvez porque, de certa forma, aquelas folhas também me lembram de onde comecei.

Na altura perdi cerca de 18 quilos. Mudei muito a minha alimentação e aprendi hábitos que ainda hoje me acompanham.

Entretanto recuperei alguns desses quilos.

Hoje procuro sobretudo estabilidade e equilíbrio.

Faço uma vida normal.

Tenho os meus cuidados, a minha medicação, a atenção àquilo que como e o acompanhamento de que preciso.

Mas já não sou aquela pessoa assustada que recebeu o diagnóstico e pensou:

“E agora, como é que eu vou viver com isto?”

Hoje sei.

Vivo.

E talvez uma das coisas mais importantes que estes cinco anos me ensinaram seja precisamente esta:

quando aparece uma doença crónica, aquilo que fazemos por nós é fundamental.

Mas quem encontramos no início do caminho pode fazer uma diferença enorme na maneira como aprendemos a percorrê-lo.

Há pessoas que nos dão uma informação num determinado dia e talvez nem imaginem que essa informação vai continuar connosco durante anos.

Há quem nos explique alguma coisa durante alguns minutos e mude hábitos para uma vida inteira.

Há quem nos encontre assustados e confusos e, sem grandes discursos, nos devolva alguma segurança.

Eu tive essa sorte.

E nunca me esquecerei de quem me acolheu naquela fase, de quem teve paciência para me explicar, de quem me ensinou e de quem me fez perceber que aquele diagnóstico não era o fim da minha vida normal.

Era o início de uma nova forma de cuidar dela.

Por isso, quando hoje abro o frigorífico e vejo aquelas indicações ainda ali, não vejo apenas regras sobre alimentação.

Vejo cuidado.

Vejo conhecimento.

Vejo o início de uma aprendizagem.

E vejo pessoas a quem provavelmente nunca conseguirei explicar completamente a importância que tiveram naquele momento da minha vida.

A diabetes ficou.

Mas, felizmente, também ficou tudo aquilo que me ensinaram a fazer com ela. 🤍

E por isso haverá sempre uma palavra que associo a quem esteve comigo naquele início:

Gratidão.

Always with a Smile 🌿
Paula Violette 🌷

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