EFT Tapping - Magda Mesquita

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EFT Tapping - Magda Mesquita Magda Mesquita, Advanced EFT /Tapping Practitioner
Terapia para a ansiedade sem medicação.

21/10/2026

Que preço pagamos para sentir que pertencemos?

Às vezes, esse preço aparece num «sim» que não queríamos dizer, numa opinião que guardamos ou numa escolha feita para não desiludir.
Querer ser reconhecido e sentir-se parte faz parte da experiência humana. Vale a pena reparar no momento em que essa vontade começa a deixar pouco espaço para quem somos.
O que tem deixado por dizer — ou por viver — para corresponder ao que esperam de si?

No filme “Natal Amargo”, de Pedro Almodóvar, um dos momentos mais emotivos é protagonizado pela cantora Amaia, quando in...
19/10/2026

No filme “Natal Amargo”, de Pedro Almodóvar, um dos momentos mais emotivos é protagonizado pela cantora Amaia, quando interpreta “Las Simples Cosas”.
No final, dei comigo a pensar nas coisas simples que valorizo e aprecio.

Partilho algumas, não necessariamente por ordem de importância, mas pela ordem em que foram surgindo:

- Os gestos de amabilidade.
- O som do vento e da chuva, ao domingo de manhã, ainda na cama.
- O ronronar dos meus gatos.
- O sabor da comida quando é cozinhada com amor.
-A fruta que sabe a fruta.
- Os vegetais que sabem a vegetais.
- O pão com sabor a pão.
- Requeijão com doce de abóbora.
- O canto dos pássaros ao acordar, pela manhã.
- A alegria das cigarras no verão.
- O vento gelado no rosto, nas manhãs de inverno.
- O sabor de um figo acabado de colher.
- O céu estrelado nas noites de verão.
- O calor de um abraço sentido.
- Um olhar que dispensa palavras.
- Dormir numa cama com os lençóis acabados de lavar e passar.
- Os primeiros sons do cuco, a anunciar a chegada da primavera.
- Os tons laranja, vermelho, amarelo, a anunciar a chegada do outono.
- O bom dia de alguém que se sente feliz por mais um dia.
- O sabor e o cheiro de um bolo acabado de fazer.
-As noites quentes de verão.
- Os dias de inverno, que chegam tão depressa ao fim.

A lista continua aberta…

E tu? Quais são as tuas coisas simples da vida?

À medida que uma pessoa se conhece melhor, há uma clareza que surge sobre o que é bom valorizar e acolher. É uma consciê...
18/10/2026

À medida que uma pessoa se conhece melhor, há uma clareza que surge sobre o que é bom valorizar e acolher. É uma consciência que simplif**a a vida e ajuda a definir limites com naturalidade, a fazer escolhas e a decidir onde, como e a quem dedicar o nosso tempo e energia. É um processo de amadurecimento que acontece a um ritmo individual e que oferece uma liberdade preciosa: a de viver de forma mais alinhada com aquilo que somos e apreciamos.

O que subsiste depois de nove dias de filmes e documentários sobre problemas ambientais graves, em diferentes geografias...
16/10/2026

O que subsiste depois de nove dias de filmes e documentários sobre problemas ambientais graves, em diferentes geografias e sociedades?

Há um fio condutor que me parece atravessar muitas destas histórias: a sensação de que o destino do mundo está nas mãos dos poderosos.

Em Remigia’s Lessons, de Jewel Maranan, a avó da realizadora dizia, em palavras que aqui recupero de memória, que os grandes estão em cima e os pequenos em baixo.

A frase ficou comigo.

Em tantos contextos, parece repetir-se a mesma realidade: luta-se, resiste-se, mas o poder e o dinheiro acabam por prevalecer. Nem sempre há redenção ou justiça reparadora.

Saí do festival com desalento. Mais do que a dimensão dos problemas, perturbou-me a sensação de não conseguirmos mudar o rumo das coisas. De assistirmos a acontecimentos cujas consequências conhecemos, mas sobre os quais sentimos ter tão pouca capacidade de intervenção.

Há também uma culpa que estas narrativas podem despertar, sem nos mostrarem como transformá-la em ação.

Perante problemas tão grandes, pergunto-me o que está realmente ao meu alcance.

Focar-me naquilo que posso fazer: cuidar melhor das pessoas e da natureza à minha volta. E, embora isso possa parecer pouco perante a dimensão dos problemas, não sei se será assim tão pouco.

Mas f**a outra inquietação: até que ponto uma exposição continuada à denúncia, à destruição e à injustiça (repetida na maioria dos filmes selecionados para o festival) não corre o risco de produzir o efeito contrário ao pretendido? Indiferença? Revolta sem saída?

Não questiono a importância de mostrar o que tantas vezes permanece invisível. Nem exijo ao cinema finais esperançosos.

Pergunto-me apenas o que acontece quando a consciência dos problemas cresce muito para além da nossa perceção de capacidade para agir.

CineEco

De que nos serve tomar consciência do que está errado no mundo se essa consciência não vier acompanhada da possibilidade de o transformar de forma consequente?

Mais um filme em que fiquei sem chão. Sem chão estão também a f**ar as populações das zonas costeiras do sul do Banglade...
12/10/2026

Mais um filme em que fiquei sem chão. Sem chão estão também a f**ar as populações das zonas costeiras do sul do Bangladesh. É essa realidade devastadora que Black Water retrata. Ao vê-lo, senti-me angustiada ao assistir ao desespero de quem luta pela sobrevivência.

Lembrei-me de um outro documentário que vi há anos na RTP, “O Clima: A Ambiguidade do Cérebro”, sobre como o cérebro tende a desvalorizar ameaças distantes.

Mas aqui não há distância. São rostos, são vidas. E pergunto-me se o mecanismo que nos protege da angústia não será também aquele que nos impede de agir. O mais inquietante é perceber o quão facilmente regressamos à nossa normalidade.

Enquanto para tantos, essa normalidade já desapareceu.

CineEco

Notas sobre a Bienal de Veneza — A inquietação de procurar signif**adoSinto frequentemente uma inquietação quando observ...
12/10/2026

Notas sobre a Bienal de Veneza — A inquietação de procurar signif**ado

Sinto frequentemente uma inquietação quando observo uma obra de arte: a necessidade de encontrar signif**ado e intenção.

A descrição que acompanha a obra revela-se, em regra, útil: compreender a perspetiva do artista, as suas referências e intenções ajuda-me a traduzir o que observo. Por outro lado, a obra não se esgota nessa explicação. Há um espaço que permanece aberto à interpretação.

Uma obra não existe desligada das circunstâncias em que foi criada, nem das escolhas e intenções de quem a concebeu. Mas também não se reduz a elas.
Cada pessoa aproxima-se com a sua própria história, memórias, referências e conhecimentos.

Nesse sentido, observar é também participar na construção de signif**ado. Não faço a obra, mas participo naquilo que ela se torna para mim. Fascina-me que uma mesma obra possa suscitar diferentes leituras, sem perder a sua identidade.

E nesse processo, posso descobrir mais sobre a obra e também sobre mim.

La Biennale di Venezia

Com todas as suas imperfeições e constantes formas de nos pôr à prova, a vida continua a ser um privilégio.
12/10/2026

Com todas as suas imperfeições e constantes formas de nos pôr à prova, a vida continua a ser um privilégio.

Há filmes que têm o poder de nos deixar sem chão e com o coração apertado. Especialmente aqueles que se reportam à reali...
12/10/2026

Há filmes que têm o poder de nos deixar sem chão e com o coração apertado. Especialmente aqueles que se reportam à realidade. Independentemente de serem geograf**amente longínquas, despoletam emoções muito fortes.
Eu, que tanto gosto de cinema, procuro quase sempre um “silver lining”, talvez para apaziguar a minha consciência, o meu coração. Mas hoje não foi um desses dias.
O que não signif**a que considere maus os filmes que vi, muito pelo contrário. Têm tanto de belo como de trágico, cruzam estas duas forças de uma forma absolutamente magistral, muito impactante.
F**a um sentimento de desgosto, de impotência, e até essa sensação de inevitabilidade que dói. Uma tristeza profunda.
O cinema também é isto.

CineEco

Ontem à noite estive no CineEco e vi dois filmes. Um de que gostei imenso e outro filme que, à medida que foi evoluindo,...
11/10/2026

Ontem à noite estive no CineEco e vi dois filmes. Um de que gostei imenso e outro filme que, à medida que foi evoluindo, se tornou cada vez mais pesado e difícil de ver.
Até fiz uma coisa que nunca tinha feito na vida: saí do cinema antes do filme acabar. Para mim, cinema não é sacrifício pessoal, nem é algo que tenha de aguentar. Reservo-me esse direito.

Após sair comecei a pensar no que acontece dentro de nós quando vemos um filme. E, sobretudo, depois de o vermos, quando é suficientemente impactante para não ser apenas mais um filme. Muitas coisas podem acontecer dentro de nós. Há emoções que se sentem. Há uma visão do mundo que se acrescenta. Há qualquer coisa que se transforma, que ganha uma nova dimensão.
É como se cada filme acrescentasse mais uma camada à nossa visão do mundo, que se vai construindo e consolidando, e também à forma como nele participamos. Há filmes que vemos e pensamos “uff, ainda bem que a não tenho nada a ver com isto”. Há outros em que nos vemos ao espelho. Há outros que nos fazem meditar

E há ainda aqueles que nos fazem questionar: “Afinal, em que mundo vivemos?” Há filmes que nos fazem rir, outros que nos fazem chorar. E tudo isto podem ser pensamentos absolutamente comuns e até clichés. Mas é o que eu sinto.

Acho que gosto tanto de cinema porque, no fundo, é um palco da vida em todas as suas dimensões, até nas mais bizarras, nas mais imateriais e nas mais impossíveis.
CineEco

Notas sobre a Bienal de Veneza — Memória, identidade e reencontrosHá obras que nos impressionam pela sua dimensão estéti...
11/10/2026

Notas sobre a Bienal de Veneza — Memória, identidade e reencontros

Há obras que nos impressionam pela sua dimensão estética, outras pela mensagem que transmitem. E há aquelas que nos tocam de forma particularmente pessoal, porque nos fazem regressar a experiências da nossa própria história.
Foi isso que senti ao entrar no Pavilhão Central dos Giardini e encontrar a extraordinária instalação Anatomy of the Magnolia Tree for Koyo Kouoh and Toni Morrison, de María Magdalena Campos-Pons.
Uma homenagem a duas mulheres negras de enorme relevância cultural: Toni Morrison, Prémio Nobel da Literatura, e Koyo Kouoh, curadora desta Bienal, falecida antes da inauguração. Os grandes painéis e as magnólias monumentais evocam memória, ancestralidade, resistência e solidariedade.
Esta instalação teve para mim um signif**ado especial. Dediquei a minha tese de mestrado à obra de Toni Morrison, mergulhando no universo da literatura afro-americana, que tanto me fascinou. Em 2001, tive a oportunidade de trocar breves palavras com a escritora numa conferência organizada pela Toni Morrison Society, no Ohio. Momentos que recordo com carinho.
Reencontrá-la, tantos anos depois, através da arte, foi também reencontrar uma parte da minha história.
Nesse mesmo espaço, outra artista me encantou particularmente: Beverly Buchanan. As suas representações das pequenas casas rurais do Sul dos Estados Unidos têm uma expressividade extraordinária. Há nelas uma aparente ingenuidade, quase infantil, que contrasta com a profundidade das histórias que transportam. Casas humildes que testemunham vidas, dificuldades, afetos, resistência e pertença.
E há o humor! A ironia, a irreverência e a capacidade de encontrar alegria mesmo nas circunstâncias mais adversas.
Foi precisamente isso que tanto me cativou: a capacidade de olhar para uma história marcada pela dor e pela injustiça sem reduzir a experiência humana ao sofrimento.
Duas linguagens artísticas diferentes, mas que dão voz àquilo que a história tantas vezes procurou silenciar.
E foi também isso que esta Bienal me proporcionou: reencontros inesperados com partes da minha própria história, através da arte.
La Biennale di Venezia

Endereço

Largo Mouzinho De Albuquerque (Soldado Desconhecido), Nº 115 – 1º G
Viseu
3500-160

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