17/10/2026
A dor nem sempre é visível, mas seus impactos podem estar presentes em cada momento do dia. Para quem convive com dores persistentes, atividades simples, como caminhar, trabalhar ou dormir, podem se tornar grandes desafios. Mais do que uma sensação física, a dor é uma experiência complexa, que envolve fatores biológicos, emocionais e sociais, podendo comprometer a autonomia, o bem-estar e a qualidade de vida.
A dor pode apresentar diferentes características e mecanismos:
🔹 Dor crônica: persiste ou se repete por mais de três meses, podendo apresentar diferentes intensidades e causas.
🔹 Dor nociceptiva: relacionada à ativação de receptores de dor diante de lesões ou ameaças aos tecidos, como em determinadas dores musculares e articulares.
🔹 Dor neuropática: causada por lesões ou doenças que afetam o sistema nervoso somatossensorial, como na neuropatia diabética e na neuralgia do trigêmeo.
🔹 Dor inflamatória: associada a processos inflamatórios, como os presentes na artrite reumatoide.
🔹 Dor nociplástica: relacionada a alterações no processamento da dor pelo sistema nervoso, sem evidências suficientes de lesão tecidual ou nervosa que expliquem completamente os sintomas, como pode ocorrer na fibromialgia.
Nos últimos anos, pesquisadores vêm investigando o potencial terapêutico dos fitocanabinoides, especialmente o canabidiol (C*D) e o tetra-hidrocanabinol (THC), em diferentes condições dolorosas.
A interação desses fitocanabinoides com o Sistema Endocanabinoide, regula a dor e a inflamação no corpo. Essa modulação pode resultar em um alívio significativo da dor, reduzindo a necessidade de medicamentos opioides, que trazem risco de dependência.
Além de seu efeito analgésico, a Cannabis medicinal tem potencial anti-inflamatório e relaxante muscular, tornando-se uma alternativa eficaz e promissora para pessoas que lutam contra a dor.
⚠ A Cannabis medicinal não substitui as abordagens convencionais, mas pode ser investigada e considerada como parte de uma estratégia terapêutica adjuvante, mediante avaliação individualizada.
Ref: doi: 10.3389/fphar.2018.01259