01/10/2026
Menopausa, perimenopausa, reposição hormonal e hormônios bioidênticos fazem parte de um tratamento que precisa ser individualizado, porque cada mulher metaboliza e responde aos hormônios de maneira diferente.
Quando falamos em hormônios bioidênticos, estamos falando de moléculas com estrutura química igual à dos hormônios produzidos pelo organismo. Entre os mais utilizados ou discutidos nessa fase estão:
• Estradiol: é o principal estrogênio utilizado na terapia hormonal da menopausa. Pode ajudar em sintomas como ondas de calor, alterações do sono, sintomas geniturinários e perda de massa óssea. A via transdérmica, como gel ou adesivo, é a forma preferencial.
• Progesterona: possui receptores em diferentes tecidos, incluindo cérebro, mama, ossos e sistema reprodutivo. A progesterona micronizada pode participar da estratégia terapêutica não apenas na modulação endometrial, mas também influenciar sono, sistema nervoso e equilíbrio hormonal, de acordo com cada caso.
• Testosterona: também é um hormônio feminino. Em situações específicas, pode ser considerada especialmente quando existe redução persistente do desejo sexual, sempre com indicação, dose e acompanhamento adequados.
• DHEA: é um hormônio produzido principalmente pelas adrenais e funciona como precursor de outros hormônios. Seu uso não é necessário para todas as mulheres e deve ser avaliado individualmente conforme sintomas, contexto clínico e objetivos do tratamento.
Além da escolha dos hormônios, é importante lembrar que fígado, intestino, microbiota, tecido adiposo, massa muscular, alimentação, sono e atividade física participam do metabolismo hormonal. Por isso, melhorar o estilo de vida pode favorecer uma melhor resposta ao tratamento e reduzir efeitos indesejados.
A terapia hormonal não deve seguir uma fórmula pronta: o ideal é avaliar cada mulher, ajustar hormônio, dose e via de administração e acompanhar a resposta ao longo do tempo.